A agenda de Milei em São Paulo: encontro com Tarcísio e convenção do PL

Agenda de Milei em São Paulo tem encontro com Tarcísio e convenção nacional do PL
A agenda de Milei em São Paulo: encontro com Tarcísio e convenção do PL Resumo O presidente da Argentina, Javier Milei, ficará apenas um dia em São Paulo, onde chegará na noite de sexta-feira (24). Em sua breve passagem pela cidade, o chefe de Estado terá dois encontros principais: um café da manhã com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), no sábado, e a convenção nacional do PL, no mesmo dia. Segundo confirmaram fontes da campanha do pré-candidato do PL, é muito provável que o senador Flávio Bolsonaro (PL) participe do café da manhã com o governador. Outra presença provável, mas ainda não confirmada, é a do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Milei chegará ao Brasil acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno. Também pode estar na delegação a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, irmã do presidente, considerada a figura mais importante do gabinete e, hoje, a mulher mais poderosa da política argentina. Onda azul Na campanha de Flávio Bolsonaro, a viagem de Milei é motivo de grande entusiasmo. "A onda azul chegará ao Brasil", repetem seus assessores, que consideram Milei um líder de ultradireita com ideias claras e resultados concretos em sua gestão como presidente da Argentina. Depois da visita de Flávio a Buenos Aires, no começo deste mês, para participar de um evento organizado pela comunidade de direita global, a relação entre o pré-candidato e o presidente argentino se aprofundou, disseram as fontes consultadas. No encontro, na residência presidencial argentina em Olivos, na província de Buenos Aires, Milei se dispôs a ajudar a campanha de Flávio e, desde então, disseram as fontes, o presidente argentino cumpriu à risca sua palavra. Agendas comuns Para a campanha de Flávio, o presidente argentino é uma inspiração. Existe entre seus assessores a convicção de que, sem Milei, a Argentina teria terminado numa hiperinflação e com sua economia destruída. As principais semelhanças entre eles são ideológicas e em matéria de programa econômico. O alinhamento com os Estados Unidos de Donald Trump e com Israel é central para ambos e, nesse aspecto, as coincidências são plenas. Em Buenos Aires, Milei pediu a Flávio que derrote o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. Não houve ataques pessoais a Lula, uma linha vermelha que, se for atravessada, obrigaria o Palácio do Planalto a uma reação. Mas, sim, um engajamento total do presidente argentino com a campanha do senador. Problemas em casa O presidente argentino chegará ao Brasil em momento de fortes questionamentos internos a seu governo e depois de ter perdido seu chefe de gabinete, Manuel Adorni, sob investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito. Segundo recentes pesquisas, a popularidade do presidente argentino caiu para níveis inéditos desde que chegou ao poder, em dezembro de 2023. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de San Andrés, a aprovação do governo Milei atinge hoje apenas 34%, depois ter superado 50% nos primeiros meses de gestão. Dados da AtlasIntel apontaram uma desaprovação do governo de 63%. Numa América Latina conturbada, com país como Bolívia e Equador enfrentando crises e o aumento descontrolado da violência interna, Milei ocupa a posição número 14 numa lista de 18 líderes da região avaliados pela CB Global Data. Nesse ranking, a imagem positiva do presidente argentino alcança 36,8%, contra 61,3% de imagem negativa. A insatisfação dentro de casa se explica pela falta de uma reativação econômica que chegue a todos os setores da sociedade argentina. Milei conseguiu evitar uma hiperinflação, mas a inflação continua oscilando entre 2% e 3% ao mês; o desemprego aumentou e castiga a classe média; a abertura total das importações está levando empresas nacionais à falência; o reajuste de aposentadorias não é suficiente para que os aposentados possam ter uma vida digna; e o ajuste fiscal, pilar central do programa econômico ultraliberal de Milei, causou um impacto negativo brutal na saúde e educação estatais. Milei é popular na ultradireita global e nos organismos internacionais sediados em Washington, mas, dentro da Argentina, seu apoio vem caindo de forma sistemática. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
This is a summary. Read the full article at the original source.
Read full article at uol
