Acre teve picos de poluição do ar em maio, aponta boletim da Sesacre

O Acre registrou episódios de piora na qualidade do ar durante o mês de maio de 2026, com municípios apresentando níveis de material particulado fino (MP2,5) acima do limite recomendado...
O Acre registrou episódios de piora na qualidade do ar durante o mês de maio de 2026, com municípios apresentando níveis de material particulado fino (MP2,5) acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados constam no Boletim Epidemiológico no 1/2026, elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas à Poluição Atmosférica (Vigiar). O levantamento analisou o período entre 1o de maio e 30 de junho de 2026 e utilizou informações do Serviço de Monitoramento da Atmosfera do Copernicus (CAMS), plataforma europeia que reúne dados de satélites, sensores e modelos atmosféricos. Segundo a Sesacre, o limite considerado seguro pela OMS para exposição diária ao MP2,5 é de 15 microgramas por metro cúbico (μg/m3). A substância é formada por partículas muito pequenas que podem penetrar no sistema respiratório e estão associadas ao agravamento de problemas como asma, bronquite e outras doenças respiratórias. Doze municípios ultrapassaram limite da OMS em um dia de maio O principal pico identificado ocorreu no dia 5 de maio, quando 12 municípios acreanos ultrapassaram o limite recomendado pela OMS. A maior concentração foi registrada em Plácido de Castro, com 21,9 μg/m3, valor 46% acima do recomendado. Na sequência apareceram: - Capixaba: 21,4 μg/m3 (+42,7%); - Senador Guiomard: 21,2 μg/m3 (+41,3%); - Rio Branco: 20,7 μg/m3 (+38%); - Acrelândia: 19,9 μg/m3 (+32,7%); - Bujari: 19,4 μg/m3 (+29,3%); - Xapuri: 19,1 μg/m3 (+27,3%); - Brasiléia: 18,6 μg/m3 (+24%); - Epitaciolândia: 18,6 μg/m3 (+24%); - Assis Brasil: 17,9 μg/m3 (+19,3%); - Porto Acre: 16,8 μg/m3 (+12%); - Santa Rosa do Purus: 15,5 μg/m3 (+3,3%). Nos demais municípios monitorados naquele dia, incluindo Sena Madureira, Tarauacá, Jordão, Feijó, Cruzeiro do Sul e outros da região do Juruá/Tarauacá/Envira, os índices ficaram abaixo do limite. Novo aumento ocorreu em 13 de maio Outro momento de atenção ocorreu no dia 13 de maio, quando 11 municípios registraram concentração acima do recomendado. O maior índice foi registrado em Acrelândia, com 28,6 μg/m3. Também apareceram acima do limite: - Porto Acre: 26,1 μg/m3; - Plácido de Castro: 25,4 μg/m3; - Rio Branco: 21,6 μg/m3; - Senador Guiomard: 20,8 μg/m3; - Bujari: 20,8 μg/m3; - Manoel Urbano: 17,9 μg/m3; - Sena Madureira: 17,9 μg/m3; - Feijó: 17,2 μg/m3; - Capixaba: 16,9 μg/m3; - Tarauacá: 15,9 μg/m3. Após esses episódios, os índices voltaram a ficar dentro dos padrões considerados adequados. No dia 15 de maio, apenas Feijó atingiu exatamente o limite de 15 μg/m3. Queimadas somaram 35 focos em dois meses O boletim também reuniu dados de focos de queimadas registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio da plataforma Bdqueimadas. Entre 1o de maio e 30 de junho, o Acre contabilizou 35 focos de calor. O município com maior número de registros foi Feijó, com 11 focos, equivalente a 31,4% do total estadual. Confira os municípios com mais registros: - Feijó: 11 focos (31,4%); - Cruzeiro do Sul: 5 focos (14,3%); - Tarauacá: 4 focos (11,4%); - Rodrigues Alves: 3 focos (8,6%); - Santa Rosa do Purus: 3 focos (8,6%); - Mâncio Lima: 2 focos (5,7%); - Rio Branco: 2 focos (5,7%); - Assis Brasil: 1 foco; - Epitaciolândia: 1 foco; - Jordão: 1 foco; - Porto Walter: 1 foco; - Sena Madureira: 1 foco. Apesar dos picos registrados em alguns dias, o boletim aponta que a qualidade geral do ar no período analisado foi classificada como boa pelo Sistema de Informações Ambientais Integrado à Saúde (Sisam).
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