“Agiota”: Caiado ataca Lula, evita citar nome de Flávio e mira terceira via no PSD

O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, neste domingo (26/7), a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O evento, realizado na região central de São Paulo,...
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, neste domingo (26/7), a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O evento, realizado na região central de São Paulo, também confirmou o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em uma chapa “puro-sangue”. A oficialização ocorre no momento em que Caiado busca se consolidar como opção da chamada terceira via para os eleitores que rejeitam a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), cuja candidatura foi formalizada no sábado (25/7). Durante o discurso, o candidato do PSD criticou a política econômica do governo federal e referiu-se ao chefe do Executivo como “agiota maior” ao comentar o patamar das taxas de juros no país. “A que ponto chegou o país hoje? Um país endividado, sem saber o que fazer. Um país que foi induzido a tomar dinheiro emprestado e, daí a pouco, o agiota maior do Lula cobra uma taxa de 14% do cidadão brasileiro”, declarou Caiado, que também criticou o programa de renegociação de dívidas Desenrola. Representante do campo da direita, Caiado também direcionou críticas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem citá-lo nominalmente. O ex-governador utilizou a expressão “candidato Kinder Ovo” para se referir ao adversário e afirmou que a presença do parlamentar em um eventual segundo turno favoreceria a reeleição de Lula. O pré-candidato mencionou ainda o desgaste público enfrentado por Flávio devido à proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ironizou a recente reaproximação entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após atritos públicos. A escolha de Kassab para a vice-presidência ocorre mesmo com o PSD ocupando ministérios na gestão petista, como a pasta da Agricultura, chefiada por André de Paula. Kassab defendeu uma postura de oposição na disputa nacional. A avaliação da campanha é que a presença do dirigente partidário, figura de articulação do Centrão, pode ampliar alianças e o apoio no Congresso Nacional.
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