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Andy Burnham proclamado hoje líder do Partido Trabalhista britânico

Andy Burnham proclamado hoje líder do Partido Trabalhista britânico

O antigo presidente da Câmara de Manchester Andy Burnham vai ser hoje proclamado líder do Partido Trabalhista britânico, abrindo o caminho para a sucessão do primeiro-ministro Keir Starmer, após uma eleição interna sem opositores que resultou numa "coroação".

O anúncio do novo líder trabalhista terá lugar durante um congresso extraordinário em Londres apenas convocado para este efeito. O congresso anual, em que normalmente se discutem ideias políticas e moções, está agendado para o final de setembro, em Liverpool. Consequentemente, Keir Starmer deverá apresentar na segunda-feira a demissão formal de primeiro-ministro ao Rei Carlos III, que convocará Burnham para formar Governo enquanto líder do partido com maioria parlamentar. Esta foi a terceira vez que Andy Burnham concorreu à liderança dos trabalhistas britânicos, após duas tentativas falhadas, em 2010 e 2015. Desta vez obteve o apoio de 379 deputados trabalhistas, 94% do total. Entre os signatários estão membros do Governo em funções, como as ministras das Finanças, Rachel Reeves, e dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, e o vice-primeiro-ministro, David Lammy. O apoio quase unânime excluiu qualquer rival, que precisaria de um apoio mínimo de 81 deputados, equivalentes a 20% do grupo parlamentar. O novo líder trabalhista obteve também a anuência da maioria dos sindicatos e concelhias do 'Labour' (Partido Trabalhista), outro requisito para formalizar a candidatura. Andy Burnham voltou ao parlamento apenas em junho, após nove anos como presidente da Câmara de Manchester, ao vencer a eleição parlamentar parcial em Makerfield, norte de Inglaterra, desencadeada para lhe permitir candidatar-se à liderança trabalhista. O triunfo expressivo sobre o Partido Reformista do populista Nigel Farage, aliado aos maus resultados do Partido Trabalhista nas eleições autárquicas de maio, intensificou a pressão interna sobre Keir Starmer. No discurso de demissão no mesmo dia em que Burnham tomou posse como deputado, Starmer reconheceu que tinha perdido o apoio da bancada parlamentar. Outros potenciais candidatos à sucessão, como o antigo ministro da Saúde Wes Streeting e o antigo secretário de Estado da Defesa Al Carns, desistiram de concorrer perante o consenso em redor de Burnham. No entanto, esta "coroação" do ex-autarca, assim designada devido à falta de oposição interna, gerou reservas no seio do partido devido à falta de detalhes sobre o programa político do próximo primeiro-ministro. Num discurso no final de junho, em Manchester, Burnham apresentou algumas linhas orientadoras, incluindo a proposta de criação de um gabinete do primeiro-ministro em Manchester para coordenar a descentralização do poder em áreas como a habitação e os transportes. Entre as prioridades indicadas está também a intenção de garantir "maior controlo público" sobre os setores da água e da energia em todas as regiões do Reino Unido. Posteriormente, Burnham criticou a resposta do Governo à ação militar de Israel na Faixa de Gaza, reconhecendo que o apelo a um cessar-fogo no enclave palestiniano deveria ter acontecido mais cedo. Leia Também: Andy Burnham confirmado único candidato à sucessão de Keir Starmer

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