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Após crise na Raízen, Moody's rebaixa nota da Cosan e mantém pessimismo

Após crise na Raízen, Moody's rebaixa nota da Cosan e mantém pessimismo
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Após crise na Raízen, Moody's rebaixa nota da Cosan e mantém pessimismo

Resumo Cosan teve sua nota de crédito rebaixada de Ba3 para B1 pela Moody's, que manteve a perspectiva negativa. A agência anunciou a decisão hoje (16). O que aconteceu Moody's cita a fraca cobertura de juros da holding e a dependência da venda de ativos para reduzir a dívida. "O rebaixamento dos ratings da Cosan para B1 reflete a fraca cobertura de juros no nível da holding e a continuidade da dependência da monetização de ativos", afirmou a agência. Agência também considera que o portfólio da Cosan ficou menos diversificado, o que reduz sua capacidade futura de gerar dividendos. A Moody's, porém, afirmou que não espera contágio financeiro da reestruturação da Raízen para a holding. Reestruturação da Raízen reduziu de forma relevante os dividendos recebidos pela Cosan e pressionou sua geração de caixa. A agência reconheceu medidas adotadas pela companhia para reforçar seu perfil de crédito. Cosan levantou R$ 2,3 bilhões em oferta subsequente da Compass, vendeu parte das terras da Radar e fez uma capitalização de R$ 10,5 bilhões no fim de 2025. Com os recursos, a holding pré-pagou cerca de R$ 9,3 bilhões em dívidas e reduziu seu endividamento de R$ 21,9 bilhões para aproximadamente R$ 12,4 bilhões em junho. Perspectiva negativa indica risco de novo rebaixamento caso a dívida e os juros não caiam o suficiente em relação aos dividendos das investidas. A Moody's espera fluxo de caixa livre negativo na holding nos próximos 12 a 18 meses. Liquidez da Cosan permanece adequada, apoiada por caixa de R$ 7,7 bilhões ao fim de março. A agência disse que a empresa não tem vencimentos relevantes de dívida até 2029. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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