Bebé de 10 meses morre após violação. Parceiro da mãe e primo detidos

Uma bebé de 10 meses morreu, na segunda-feira, após ter sido agredida sexualmente pelo parceiro casual da mãe e pelo primo deste, de 22 e 26 anos, respetivamente. O homens foram detidos em flagrante, no estado brasileiro do Ceará.
Uma bebé de 10 meses morreu, na segunda-feira, na sequência de uma agressão sexual alegadamente levada a cabo pelo parceiro casual da mãe e pelo primo deste, de 22 e 26 anos, respetivamente. Os homens foram detidos em flagrante em Fortaleza, no estado brasileiro do Ceará. A mãe da criança, que estava no local do crime, julgou que a filha estivesse engasgada. Por isso, alertou a Polícia Militar e os bombeiros mas, como o socorro não chegava, levou a bebé até ao hospital pelos próprios meios. No entanto, a menina não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer, de acordo com o g1. O mesmo meio adiantou que os profissionais de saúde constaram que a menor tinha sido vítima de violência sexual, conforme disse a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que não forneceu mais detalhes sobre o caso. Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, foram detidos por serem suspeitos de terem levado a cabo o crime. Aliás, Roberto Levy Oliveira Magalhães foi encontrado com o corpo em cima da bebé, segundo o g1. No interrogatório, a mãe da menina confessou às autoridades que mantinha um relacionamento casual com Francisco Ray Rodrigues Magalhães, que tinha conhecido poucos dias antes do crime. A mulher deu também conta de que foi a uma festa no apartamento do jovem e, a determinado momento, pareceu-lhe que a bebé estava engasgada. De facto, está também em cima da mesa a hipótese de asfixia, de acordo com o jornal Metrópoles. Além dos dois detidos, que apresentavam sinais de embriaguez, outras pessoas foram levadas até à esquadra, para prestar esclarecimentos. Agora, a Polícia Civil aguarda a conclusão das perícias. A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães assegurou que "acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes" e que o suspeito se submeteu "voluntariamente à recolha de material genético". "Esclarece, ainda, que o seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação. A defesa ressalva que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa um grave risco à própria procura da verdade, além de afrontar garantias constitucionais, como a presunção de inocência e o devido processo legal", complementou. "Eles acabaram com a minha vida", diz pai da menina Erisvaldo Almeida, pai da bebé, ficou a saber da morte da filha através de uma chamada da ex-companheira, quando regressava de uma viagem. "Não estou a suportar. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Ainda estou tão em choque, que não saio de casa, não como, não consigo... Não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso a uma criança, um bebé de 10 meses", frisou. O homem, que está há dois meses separado da ex-parceira, com quem tem em comum outro filho de 3 anos, relatou que, inicialmente, a mulher lhe disse que a bebé tinha sido asfixiada com um lençol. "Fiquei em choque, em pânico. Comecei a ligar para a família, o pessoal não me dizia nada, dizia só a mesma coisa, ou que ela tinha sido asfixiada, ou que ela tinha dormido em cima da menina", recordou. Ao chegar a Fortaleza, Erisvaldo foi até uma esquadra, para tentar perceber o que tinha acontecido. No local, disseram-lhe que havia suspeitas de que a menina tinha sido abusada sexualmente. "Disseram: ‘É o seguinte, até ao momento, a sua filha não foi asfixiada, não morreu por conta própria. Ela foi morta, porque as partes íntimas dela estavam com marcas vermelhas, como se fosse sangue’", disse. O homem apontou também que, durante o velório, ficou "um pedaço" a sós com a filha, mas não conseguiu acompanhar o enterro. "Não tenho força nem para sair de casa, para fazer qualquer coisa, não consigo acreditar nisto... [...] Estou totalmente revoltado, indignado, quero justiça de todas as formas", asseverou. Leia Também: "Bebé com 10 meses que foi violentamente atacada, violada. Perdeu a vida"
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