Casa de Tieta estimula desenvolvimento social, economia criativa e afroturismo

Com a missão de preservar saberes ancestrais e transformá-los em oportunidades de geração de renda, fortalecimento da economia criativa e desenvolvimento do afroturismo no Sul da Bahia, a Casa de Tieta, em Ilhéus, surge como uma alternativa de turismo criativo e de experiências. Inaugurado há dois meses, o espaço foi idealizado por Núbia da Hora, empreendedora cultural, baiana de acarajé e referência na valorização da gastronomia afro-baiana. No ambiente, Tieta, como é conhecida, buscar unir gastronomia, memória, música, formação e empreendedorismo feminino.A história do acarajé como patrimônio cultural brasileiro; a relação entre gastronomia e ancestralidade africana; o significado dos orixás e das tradições dos povos de terreiro; o samba de roda como patrimônio imaterial; e a história da população negra na formação de Ilhéus e da Bahia são as principais curiosidades dos turistas que visitam a casa de Tieta. “Eles também se interessam pelas oficinas práticas de culinária afro-baiana, de capoeira e de manifestações culturais tradicionais”, relata Núbia da Hora.A Casa de Tieta recebe um público diverso: turistas brasileiros e estrangeiros, pesquisadores, chefs de cozinha, jornalistas, profissionais da área de turismo, pessoas ligadas ao movimento negro e praticantes de religiões de matriz africana. Em comum é que todos estão em busca de uma conexão real com a história local, sua ancestralidade e identidade cultural. Cada ambiente, destaca Núbia da Hora, foi concebido para proporcionar uma imersão na ancestralidade, na culinária de matriz africana, na musicalidade, nas tradições populares e na valorização da identidade negra. Leia Também: MUNDO Brasileiros já podem usar Pix para pagar compras em oito países NOVIDADE Salvador terá novos voos diretos para país europeu durante as férias COPA DO MUNDO Sonha em ir à Copa de 2030? Saiba quanto custa e quanto guardar Foto: Casa de Tieta/Divulgação “A Casa de Tieta tem um papel fundamental no fortalecimento do turismo criativo e de experiências por integrar cultura, gastronomia, memória e formação em um único espaço vivo e imersivo, ampliando a compreensão do turismo para além do lazer tradicional e posicionando a experiência turística como um instrumento de educação, identidade e pertencimento cultural”, enfatiza Núbia da Hora, que, no ano passado, conquistou o prêmio de Melhor Sobremesa do Chocolat Festival, um dos maiores eventos de cacau e chocolate da América Latina, com a “jupioca”. A sobremesa “une o tradicional bolinho de estudante, patrimônio da culinária afro-baiana, ao chocolate produzido com o cacau do Sul da Bahia, representando o encontro de ancestralidade, criatividade e identidade territorial.”Ao valorizar a cultura afro-baiana como eixo central de sua proposta, “o equipamento contribui diretamente para o reconhecimento do patrimônio imaterial da Bahia como ativo estratégico do turismo”. Além disso, Núbia afirma que o espaço ajuda “a reposicionar Ilhéus no cenário turístico, ampliando sua visibilidade para além do turismo de sol e praia e inserindo o destino em circuitos de experiências culturais autênticas, com uma programação contínua, diversa e integrada, que transforma o visitante em participante ativo da vivência cultural.”Além da gastronomia típica, a Casa de Tieta abriga apresentações musicais, rodas de samba, oficinas, exposições, biblioteca temática, espaço audiovisual, atividades educativas, lançamentos de livros, encontros culturais e ações de valorização da memória afro-brasileira. Cada ambiente homenageia importantes personalidades ligadas à cultura popular e às tradições afro-baianas, reforçando o compromisso do espaço com a preservação da memória coletiva. Empreendedora baiana inova e converte saberes populares em um polo de turismo criativo - Foto: Casa de Tieta/Divulgação "A Casa de Tieta nasceu para mostrar que a cultura afro-brasileira está viva, gera trabalho, renda, conhecimento e transforma vidas”, destaca Núbia da Hora, acrescentando que cada visitante saia entendendo que viver a Bahia “é sentir seus sabores, ouvir sua música, conhecer sua história e respeitar sua ancestralidade". O conjunto de iniciativas busca gerar uma experiência sensorial e afetiva, na qual o visitante não apenas observa, mas vivencia a cultura”, como reforça a empreendedora, que conta com a parceria do sócio e marido Dimitri Andrade.
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