China avança com proibição de parceiros românticos de IA

Num contexto de baixa natalidade no país, a Administração do Ciberespaço da China e outras agências governamentais passaram medidas para reduzir a “dependência emocional” e impacto nas relações interpessoais dos utilizadores que recorram a ferramentas de Inteligência Artificial.
A China apresentou novas medidas que impedir a criação de parceiros românticos de Inteligência Artificial, com as novas regras a terem entrado em vigor na semana passada, no dia 15 de julho. Em conjunto com outras quatro agências governamentais, a Administração do Ciberespaço da China quer agora impedir que as ferramentas de Inteligência Artificial deixem de “servir excessivamente os utilizadores, induzir dependência emocional ou vício e prejudicar as relações interpessoais reais dos utilizadores”. Como nota o The Wall Street Journal, estas medidas incluem ainda a proibição de relações virtuais com utilizadores que sejam menores de idade. A intenção passa por impedir que grandes empresas tecnológicas chinesas - como a Tencent, a Alibaba ou a ByteDance - impeçam a possibilidade de os utilizadores criarem os seus próprios parceiros românticos de Inteligência Artificial com capacidade para expressarem emoções humanas. A publicação nota que estas medidas podem aplicar-se também a bots de conversação de Inteligência Artificial mais tradicionais, regulando ativamente a forma como estas ferramentas respondem às interações com humanos. Estas novas medidas surgem numa altura em que a taxa de natalidade no país teve um forte decréscimo, com o governo chinês a querer contrariar a tendência impondo limites para funcionalidades de Inteligência Artificial. Com a entrada em vigor destas medidas, novas funcionalidades de Inteligência Artificial que possam ser vistas como parceiros virtuais têm agora de ser avaliadas pelo governo antes de serem lançadas publicamente. Caso sejam identificadas como potenciais ameaças, serão encerradas. "O ChatGPT está a silenciar uma geração inteira" O CEO da OpenAI, Sam Altman, convidou o escritor e jornalista norte-americano, Dave Eggers, a falar perante os funcionários da empresa e, fiel ao que tem sido o seu percurso, o autor não perdeu a oportunidade para tecer duras críticas à Intenligência Artificial enquanto tecnologia. Eggers, conhecido sobretudo pelo romance “The Circle” de 2013 onde faz críticas à indústria tecnologia, declarou que os textos gerados pelo ChatGPT, o resultado é uma “colagem sem sentido” - argumentando que ninguém terá interesse em ler livros criados com Inteligência Artificial. Contou Eggers ao Financial Times que estas críticas levaram Altman a convidá-lo para uma pequena palestra na OpenAI, uma oportunidade que aproveitou para afirmar que a Inteligência Artificial seria devastadora para toda uma geração de jovens. “O efeito que o ChatGPT está a ter na vida dos educadores é catastrófico”, declarou Eggers. “Intencional ou não, tornaram a vida de todos os professores infinitamente mais difícil do que era há dois anos. Pensem nisso... Se os estudantes estão a usar [o ChatGPT] para escreverem, que é uma grande tragédia, nunca aprenderão a escrever. E a voz ser-lhes-á roubada. Nunca terão a capacidade para comunicarem as suas verdades e contarem as suas próprias histórias. E isso é silenciar uma ou duas gerações inteiras”. Leia Também: Nem tudo são vantagens: Eis os 5 problemas dos óculos inteligentes
This is a summary. Read the full article at the original source.
Read full article at noticiasaominuto
