Cinco anos depois, elétrico 22 regressa aos carris entre Carmo e Batalha

A histórica linha de elétrico 22 entre o Carmo e Batalha, no Porto, volta hoje, pelas 09h15, à circulação, quase cinco anos após ter sido suspensa devido às obras da Linha Rosa do metro.
"A histórica linha 22 do carro elétrico regressa aos carris da cidade do Porto no próximo dia 01 de agosto [hoje]. A primeira viagem está marcada para as 9:15, com partida do Carmo", anunciou a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) na segunda-feira. A linha estava "suspensa desde novembro de 2021 devido às obras de expansão da rede do Metro do Porto", no caso da Linha Rosa (São Bento - Casa da Música), que ainda prosseguem mas com menos impactos à superfície. "Concluídos os trabalhos de infraestrutura, a STCP deu início à preparação do regresso da linha, promovendo ações de formação dirigidas aos guarda-freios e realizando testes de circulação ao longo do mês, com o objetivo de garantir todas as condições de segurança e operacionalidade do serviço", refere a transportadora liderada por Luís Osório. O percurso liga o Carmo (terminando junto à Reitoria da Universidade do Porto, na Praça Gomes Teixeira, conhecida informalmente como 'praça dos Leões') ao terminal do Funicular dos Guindais na zona da Praça da Batalha, passando por vias como a Rua dos Clérigos, Praça da Liberdade e Rua 31 de Janeiro. "Além do seu percurso turístico, a linha 22 permite também fazer a articulação com a restante rede de elétricos. No Carmo, estabelece ligação à Linha 18, que, por sua vez, assegura a ligação à linha 1, em Massarelos", lembra ainda a STCP. A linha 22 é diária vai retomar o serviço com uma frequência de 30 minutos, sendo que "o primeiro elétrico parte diariamente do Carmo às 09:15 e a última viagem termina às 19:45, também no Carmo". Os títulos de transporte válidos são os passes Andante que incluam as zonas PRT1 e PRT2 e o bilhete de bordo (custo de seis euros para adultos e 3,50 para crianças entre 4 e 12 anos), não sendo válidos os títulos ocasionais Andante. O pagamento pode ser feito por cartão bancário (físico ou digital) ou MBWay. Em maio de 2025, os municípios acionistas da STCP aprovaram um pedido formal de indemnização à Metro do Porto por causa do encerramento da linha 22 do elétrico, suspensa devido às obras de construção da Linha Rosa, adiantou então fonte da empresa à Lusa. A proposta, aprovada por unanimidade, partiu do então presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. "A decisão foi justificada pelo impacto significativo que o encerramento da linha - inativa desde finais de 2021 - tem tido nas contas da empresa e, por consequência, nas obrigações de serviço público assumidas pelos acionistas. A indemnização será pedida com efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2024", apontou então a STCP. Segundo a empresa, "a linha 22 deveria ter retomado operação no final de 2023, segundo os prazos inicialmente definidos", mas a sua reabertura foi "sucessivamente adiada". A empresa estimou, em 2024, prejuízos de cerca de um milhão de euros devido à suspensão da linha de elétrico, "combinando a perda de receita direta [de 750 mil euros] e os custos adicionais com policiamento [240 mil euros] para garantir a operação da linha 18". "De acordo com cálculos internos, a linha 22 representava cerca de 30% da faturação da operação de elétricos, que foi de 2,5 milhões de euros no ano de 2024", segundo a STCP. À data, a Metro do Porto não quis comentar. Com a retoma da linha 22, a circulação de elétricos no Porto volta assim ao cenário que sucedia antes das obras do metro, uma vez que no início do mês a linha 18 (Passeio Alegre - Carmo) voltou a fazer o seu percurso tradicional na zona da Cordoaria. Leia Também: Porto Pianofest regressa para 11.a edição com mais de 20 iniciativas
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