Corpo encontrado há 45 anos numa vala pertence a milionária de 80 anos

Thelma Jeanette Gastonf foi morta em 1981, na California, Estados Unidos, por um namorado que estava a tentar ficar com a sua fortuna. Embora o corpo tenha sido encontrado há 45 anos, só agora foi possível identificá-lo.
O corpo severamente decomposto de uma mulher que foi encontrado há 45 anos numa vala na California, nos EUA, foi identificado e sabe-se agora que pertence a uma multimilionária de 80 anos que foi morta pelo seu amante muito mais novo. Thelma Jeanette Gaston, uma investidora imobiliária do condado de Los Angeles com um património estimado em 20 milhões de dólares (aproximadamente 17,5 milhões de euros), foi assassinada por Lawrence Remsen, de 39 anos. Após o homicídio, conta o NY Post, o homem tentou falsificar documentos na tentativa de transferir a fortuna da vítima. Esta quarta-feira, o Gabinete do Xerife do condado de Riverside informou que desvendara a identidade do cadáver, encontrado em novembro de 1981, que até então dava pelo nome de Jane Doe (nome dado a vítimas cuja identidade permanece sem ser revelada durante muitos anos). "Depois de mais de quatro décadas, os investigadores do gabinete do xerife de Riverside e dos Casos de Homicídio de Riverside conseguiram identificar a vítima", anunciou o xerife, acrescentando que o elevado estado de decomposição do corpo não permitiu na altura identificá-la, tendo sido agora possível graças aos avanços "significativos da ciência forense". O desaparecimento de Thelma Thelma Jeanette Gaston foi vista pela última vez em 28 de junho de 1981, tendo a sua última comunicação conhecida sido um bilhete que deixou na sua casa em Rancho Park, no qual dizia que ia sair de casa para procurar o seu gato. Surgiram depois outras cartas, alegadamente assinadas pela mulher, em que esta informava que ia passar os seus negócios para Lawrence Remsen, porque "toda a gente está atrás do meu dinheiro", e alegava que estava na hora de se "ir divertir". O sobrinho da mulher considerou as cartas suspeitas e denunciou a situação às autoridades, revelando que as notas não coincidiam com a atitude responsável da empresária astuta que era a sua tia. Viria, então, a provar-se que o carimbo usado nas cartas era falsificado, bem como a sua assinatura. Lawrence Remsen, um antigo vendedor de alcatifas e funcionário de uma empresa de alarmes, tornou-se no principal suspeito. O homem, que se assumiu amante de Thelma e que chegou a afirmar que os dois pensavam casar-se, acabou por ser detido em setembro de 1981, quando tentava passar a fronteira dos EUA para o México. Este acabaria por alegar que a mulher morrera de causas naturais e que atirara o seu corpo ao mar. O suspeito foi condenado por homicídio por se ter considerado que matou Thelma de "forma intencional e com malícia". O juiz chegou a chamá-lo de "patife". Apesar de o corpo da mulher não ter sido encontrado na altura, Remsen, hoje com 83 anos, foi condenado a prisão perpétua. Leia Também: Suspeito no caso de Lyhanna acusado de violação e morte da menina
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