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De mãe para filha: mulher começa a vender pão para sustentar família

De mãe para filha: mulher começa a vender pão para sustentar família

Foto: Flávia Alessandra/Folha Vitória Após deixar o emprego com carteira assinada, Jhesana Loamy transformou uma receita de família em um negócio próprio

Foto: Flávia Alessandra/Folha Vitória O que começou como uma lembrança da infância se transformou na principal fonte de renda da empreendedora Jhesana Loamy . Depois de deixar o emprego com carteira assinada ( CLT ), ela apostou na produção de pães caseiros e, desde 2023, mantém uma barraquinha na Avenida Jerusalém, no bairro Vila Palestina, em Cariacica . Todas as terças-feiras e sábados, das 6h às 10h30, Jhesana vende pães, bolos, sanduíches, salgados e bebidas preparadas por ela mesma. O negócio nasceu com o incentivo da mãe, que foi quem a ensinou a fazer pão. Quando eu tinha uns nove anos de idade, eu vendia pão na rua com a minha mãe. Eu ia para a escola e depois ia vender pão na rua. As receitas e ideias vieram dela: pão de goiabada, de presunto com queijo, de calabresa. Jhesana Loamy. As lembranças da infância serviram de inspiração, mas as receitas ganharam um toque próprio. Segundo a empreendedora, o pão caseiro tradicional, carro-chefe das vendas, é resultado de adaptações feitas por ela. “Minha mãe me passou uma receita de pão caseiro e eu ajustei um pouco. Falei: ‘mãe, está faltando um pouquinho disso, vou fazer um teste para ver se fica mais gostoso’. Dei meu toque na receita dela.” Foto: Flávia Alessandra/Folha Vitória Além do pão tradicional, a barraquinha oferece opções recheadas, como pão de goiabada, presunto e queijo e calabresa, além de bolos de cenoura e milho. “O pão caseiro é o que mais vende. Tem muita gente que passa para levar para o trabalho e dividir com os colegas” , conta. Licença-maternidade mudou os planos A decisão de empreender surgiu durante a licença-maternidade da filha caçula, hoje com três anos. Na época, Jhesana decidiu que não voltaria ao mercado de trabalho formal. Foi novamente a mãe quem sugeriu que ela produzisse pães para vender. “Minha mãe me impulsionou e deu a ideia de produzir pães caseiros para vender. Eu não estava muito animada, porque, na minha cabeça, não ia dar certo. Meu esposo me ajudou muito e também vinha para as ruas vender os pães. E tivemos a ideia de vir para cá.” O início foi desafiador. A empreendedora lembra que levava poucos produtos e muitas vezes voltava para casa sem conseguir vender quase nada. Eu nem trazia garrafa. Hoje eu tenho seis. Eu trazia seis pães e voltava com quatro. Hoje tem pão, sanduíche, salgado, tem tudo. E o que eu tenho na barraca veio dos clientes, porque eles perguntavam por que não tinha determinado produto e eu começava a fazer. Jhesana Loamy. Rotina começa às 3h30 Por trás da barraquinha há uma rotina intensa. O despertador toca às 3h30. Jhesana prepara as bebidas, organiza os produtos, se arruma e chega ao ponto de venda pouco antes das 6h. As vendas seguem até cerca de 10h30. Depois, ela retorna para casa para produzir os alimentos que serão vendidos nos dias seguintes. A empreendedora conta que conciliar o negócio com a maternidade só é possível graças ao apoio da família, especialmente da filha mais velha, de 14 anos. “Além da minha neném, eu tenho uma filha de 14 anos que me ajuda muito dentro de casa. Ela leva a irmã para a creche, me ajuda com as tarefas domésticas e com tudo. Porque o meu sustento vem das vendas. Eu falo para ela: ‘filha, eu preciso da sua ajuda, porque não consigo dar conta de tudo’.”

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