World·

Depois do Brasil, EUA impõem novas tarifas ao Canadá e o México pode vir a seguir

Depois do Brasil, EUA impõem novas tarifas ao Canadá e o México pode vir a seguir

Denald Trump alegara má-fé de Brasília para impor novas tarifas ao Brasil na passada semana. Desta vez, face ao Canadá, é uma medida retaliatória motivada pelo "tratamento discriminatório" sobre os produtos norte-americanos. Entretanto, México e EUA começaram negociações comerciais – de onde o Canadá foi expulso.

Depois do Brasil, EUA impõem novas tarifas ao Canadá e o México pode vir a seguir Denald Trump alegara má-fé de Brasília para impor novas tarifas ao Brasil na passada semana. Desta vez, face ao Canadá, é uma medida retaliatória motivada pelo “tratamento discriminatório” sobre os produtos norte-americanos. Entretanto, México e EUA começaram negociações comerciais – de onde o Canadá foi expulso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas adicionais de 50% sobre a maioria dos bens importados do Canadá, assinando três proclamações presidenciais com base na Seção 338 da Lei de Tarifas de 1930. A medida visa retaliar o que a Casa Branca classifica de “tratamento discriminatório” e desleal por parte de Otava contra produtos norte-americanos. As taxas passam a estar em vigor formalmente a partir de 19 de agosto próximo e os produtos contemplados são, entre outros, automóveis, laticínios, bebidas alcoólicas (vinhos), cimento, móveis, roupa e até tacos de hóquei. Os produtos que permanecem isentos são os que emanam do setor de energia (petróleo e gás), potássio, pescado e minerais críticos. Washington aponta barreiras canadianas e as tarifas retaliatórias de 25% que o Canadá havia adotado anteriormente contra o aço e os automóveis norte-americanos. Quando Trump iniciou o lançamento das tarifas, foi criado no Canadá um movimento de rejeição à compra de produtos importados dos Estados Unidos. O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, criticou duramente a decisão unilateral, afirmando que viola diretamente o tratado de livre-comércio CUSMA/ACEUM. Apesar dos protestos e do alerta de que a medida aumentará o custo de vida das famílias, Carney declarou que o Canadá continua pronto para intensificar as negociações bilaterais nas próximas semanas, na tentativa de resolver o impasse. Recorde-se que os tribunais norte-americanos declararam ilegais as tarifas anteriores de Donald Trump, mas esta nova tarifa de 50% utiliza uma base jurídica diferente precisamente para tentar contornar essa decisão judicial. Brasil também tem novas tarifas Na semana passada, havia sido a vez do Brasil ser contemplado com um aumento das tarifas à importação de produtos do país para o mercado interno norte-americano: Trum decidiu impor tarifas de 25% sobre algumas importações brasileiras devido a supostas práticas “desleais”, uma decisão que pode afetar a economia e a política do país sul-americano. Donald Trump ameaçou repetidamente impor tarifas ao Brasil — embora este seja um dos poucos países latino-americanos com os quais os Estads Unidos têm superavit comercial — em resposta ao que ele considera uma perseguição injusta ao ex-presidente brasileiro e seu aliado próximo, Jair Bolsonaro. No entanto, as tarifas americanas podem enfraquecer a posição do filho de Bolsonaro, que concorre à eleição presidencial de outubro: da última vez que Trump impôs tarifas à maior economia da América do Sul, o apoio ao então presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva aumentou. O aumento tarifário incide sobre mais de quatro mil produtos (principalmente bens industriais e manufaturados), gerando um impacto estimado em 14,9 mil milhões de dólares para os exportadores. No entanto, Washington abriu uma lista com mais de 2.200 exceções para poupar itens de abastecimento críticos. A lista dos produtos alvo das tarifas é extensa e inclui etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. Já itens como café, laranja, suco de laranja e carne bovina, por exemplo, ficaram fora da cobrança adicional. México pode ser o próximo Por outro lado, os Estados Unidos e o México retomaram oficialmente as negociações comerciais bilaterais. A terceira ronda de conversações teve início esta terça-feira na Cidade do México. Estas reuniões acontecem num momento de elevada tensão regional: a a Administração Trump recusou prolongar de imediato o acordo de livre comércio da América do Norte por mais 16 anos. A decisão ativou formalmente um processo de revisão anual obrigatória, sendo que, para além do México e dos EUA, o Canadá também faz parte do acordo (conhecido por USMCA). Face ao mal-estar entre as partes, os analistas consideram que, como medida de pressão para um acordo ficam que interesse aos Estados Unidos, Trump pode vir a colocar novas barreiras aduaneiras às exportações mexicanas para os Estados Unidos. As delegações de ambos os países têm uma agenda focada em setores estratégicos essenciais: indústria automóvel (revisão das regras de origem para a produção de veículos na região); aço e alumínio (discussão de taxas aduaneiras e medidas contra o excesso de capacidade produtiva global); segurança económica e eletrónica (alinhamento de políticas macroeconómicas e serviços de pagamentos digitais); e agricultura e trabalho (harmonização de normas laborais). As negociações decorrem à margem do Canadá. A administração norte-americana excluiu temporariamente o país vizinho a norte das conversas depois de anunciar as tarifas punitivas sobre quase 20 mil milhões de dólares em bens canadianos.

This is a summary. Read the full article at the original source.

Read full article at jornaleconomico