Politics·

Deputados deixam 17 perguntas ao primeiro-ministro já sem tempo para responder

Deputados deixam 17 perguntas ao primeiro-ministro já sem tempo para responder

Deputados do PS, Chega e IL deixaram hoje 17 perguntas ao primeiro-ministro no debate do estado da nação, mas Luís Montenegro já tinha esgotado os seus 40 minutos nas respostas que deu na primeira ronda aos dez partidos. Ao contrário do que aconteceu há um ano nesta discussão parlamentar, não foi sugerido nem nenhuma bancada deu tempo ao chefe do Governo para responder à oposição. PSD e CDS-PP, os partidos que suportam o executivo, tinham ainda disponíveis 30 minutos e 3 minutos, respetivamente,

Deputados do PS, Chega e IL deixaram hoje 17 perguntas ao primeiro-ministro no debate do estado da nação, mas Luís Montenegro já tinha esgotado os seus 40 minutos nas respostas que deu na primeira ronda aos dez partidos. Ao contrário do que aconteceu há um ano nesta discussão parlamentar, não foi sugerido nem nenhuma bancada deu tempo ao chefe do Governo para responder à oposição. PSD e CDS-PP, os partidos que suportam o executivo, tinham ainda disponíveis 30 minutos e 3 minutos, respetivamente, quando terminou a segunda e última ronda de perguntas, que se estendeu por mais de 40 minutos. O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, foi o único a lamentar explicitamente a situação, dizendo que "quem não sabe gerir o tempo não sabe gerir o país", e aproveitou para reiterar a acusação de insensibilidade ao Governo. A deputada do PS e antiga ministra Mariana Vieira da Silva acusou o Governo de ter falhado nas políticas de saúde e de culpar sempre outros, incluindo os imigrantes, pela falta de resultados. "Quando uma política produz resultados opostos não se chama reformar, chama-se falhar, falhar e falhar. Os portugueses quando ouvirem o Governo dizer que vão reformar, vão ter medo. Ai, ai, o que vem a seguir", ironizou a antiga governante. A deputada Joana Cordeiro, pela IL, desafiou o Governo a passar da "propaganda à ação" na área da saúde e sublinhou que "governar com resultados não é apenas apresentar soluções, é pô-las a funcionar", apontou. Sem resposta ficou também o deputado do PS Miguel Cabrita, que questionou Montenegro se iria insistir ou deixar cair a revisão do Código do Trabalho, bem como as críticas de vários deputados sobre a nomeação de dirigentes do PSD na área da saúde. Os problemas registados na correção digital dos exames nacionais, novas dúvidas do Chega sobre a atuação do ministro da Administração Interna, a falta de água em Almada, as políticas de habitação do Governo, a regulação do preço do combustível ou investimentos nos Açores e na Madeira foram outros dos temas que passaram por estas perguntas. Na primeira ronda, o primeiro-ministro tinha respondido individualmente aos dez partidos, que dispunham, cada um, de cinco minutos para o questionar, gastando todo o tempo disponível. O Governo só deverá voltar a intervir no debate do estado da nação na fase de encerramento, para a qual dispõe de dez minutos.

This is a summary. Read the full article at the original source.

Read full article at dnoticias_pt