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E agora BCE? Hoje é dia decisão sobre taxas de juro (eis o que se prevê)

E agora BCE? Hoje é dia decisão sobre taxas de juro (eis o que se prevê)

Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE aumentou as taxas diretoras, pela primeira vez desde 2023, mas a maioria dos analistas ouvidos pela Lusa espera agora que o BCE mantenha as taxas.

O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter as taxas diretoras esta quinta-feira, segundo a maioria dos analistas ouvidos pela Lusa, que antecipa um novo aumento para depois do verão, em setembro. Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE aumentou as taxas diretoras, pela primeira vez desde 2023, para responder ao aumento dos preços globais provocado pelo conflito do Médio Oriente. O contexto atual Esta reunião de julho realiza-se num momento marcado pela nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão e com os preços do petróleo submetidos a flutuações perante a incerteza do futuro sobre a navegação no estreito de Ormuz. Para Michael Krautzberger, diretor de investimento global (CIO) de mercados públicos, Allianz Global Investors (AllianzGI), o BCE deverá manter as taxas de juro inalteradas em julho, adotando uma abordagem estritamente dependente dos dados reunião a reunião. "Apesar dos sinais mais moderados de inflação subjacente, a renovada volatilidade dos preços da energia cria uma incerteza persistente e desaconselha qualquer alteração prematura em relação ao aperto monetário", afirma Krautzberger, sublinhando que o próximo passo mais provável é o de um novo aumento das taxas depois do verão. Martin Wolburg, economista sénior da Generali Investments, também aponta para uma manutenção das taxas diretoras na quinta-feira, mas reconhece que os riscos permanecem inclinados para um aumento final, provavelmente até setembro, especialmente se a atual escalada no conflito com o Irão persistir. Também numa antecipação da reunião, a Ebury afirma que o BCE deverá manter as taxas e que o foco estará na conferência de imprensa da presidente do BCE, Christine Lagarde. "A escalada da tensão no Irão torna mais provável um novo aperto monetário" e "os mercados já descontam totalmente um aumento das taxas em setembro", adianta a Ebury. Os mercados irão principalmente analisar as declarações de Lagarde, durante a conferência de imprensa, na esperança de obter indicações sobre a evolução futura das taxas, mesmo sabendo que geralmente é muito cautelosa sobre este assunto. Lagarde também deverá ser questionada sobre o seu futuro à frente do BCE, depois de ter declarado numa entrevista publicada neste mês que não excluía deixar as funções para dar "uma voz europeia" à eleição presidencial francesa do próximo ano. Em junho, o BCE decidiu em junho aumentar as taxas de juro, pela primeira vez desde 2023, em 0,25 pontos percentuais, fazendo com que a taxa de depósito (DFR) tenha subido para 2,25%, a das operações de refinanciamento (MRO) para 2,40% e a da facilidade marginal de empréstimo (MLF) para 2,65%, o primeiro aumento realizado pelo BCE desde setembro de 2023. Assim, foi o primeiro grande banco central a aumentar as taxas após o início, no final de fevereiro, da guerra dos EUA e Israel contra o Irão. O Banco do Japão seguiu o exemplo alguns dias depois, elevando as taxas para o nível mais alto em 31 anos. A Reserva Federal dos EUA (Fed) e o Banco da Inglaterra até agora abstiveram-se. Leia Também: Taxa Euribor cai a três e 12 meses, mas sobe a seis meses

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