Business·

Equipe econômica avalia que pacote de socorro a tarifaço dos EUA deve ser pontual

Equipe econômica avalia que pacote de socorro a tarifaço dos EUA deve ser pontual

Mesmo com o tarifaço confirmado pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira, a equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ainda avalia se será necessário um novo pacote de socorro aos exportadores brasileiros mais afetados. Antes do anúncio oficial, considerava-se que, a depender do alcance final das medidas, medidas nos moldes do Plano “Brasil Soberano”, lançado após a taxação do ano passado, poderiam ser dispensadas. Integrantes da equipe antecipam que, se for necessário um novo pacote de socorro, deve ser pontual, nada comparável em termos de tamanho com a iniciativa do ano passado. O pacote naquela época criou uma linha de crédito de R$ 30 bilhões com juros mais favoráveis para os empresários atingidos, diferimento de impostos e possibilitou compras públicas simplificadas das empresas afetadas. A iniciativa tinha impacto primário de R$ 9,5 bilhões. A avaliação é de que, em termos macroeconômicos, o país já se adaptou com uma nova relação comercial com os EUA, em parte pela própria ajuda do Brasil Soberano. Embora ainda haja “sequelas” em algumas empresas, que não conseguiram se adaptar completamente, o efeito da nova taxação tende a ser menor, com os setores mais preparados. Essa avaliação está presente também no Boletim MacroFiscal, publicado nesta quarta-feira pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda. A pasta já incorporou as novas tarifas em suas projeções, considerando a recomendação do USTR. Segundo a SPE, o impacto macroeconômico esperado das novas tarifas americanas sobre a economia brasileira permanece reduzido. A análise considera a resiliência observada nas exportações brasileiras após o impacto da elevação tarifária no ano passado. “Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma”, disse a SPE. A lista de exceções sugerida pelo USTR e o auxílio do pacote de socorro anunciado em 2025 também são citadas. “As medidas anunciadas pelos EUA em junho de 2026, ainda pendentes de aprovação, preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto. Soma-se a isso o conjunto de ações implementadas desde o ano passado em apoio aos setores mais expostos, com foco em crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes.” Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, não descartou nos últimos dias novas medidas para proteger as empresas brasileiras prejudicadas, como foi feito com o “Plano Brasil Soberano” na primeira rodada do tarifaço em 2025. Mas explicou que a pasta faria, antes, uma análise criteriosa dos setores afetados.

Equipe econômica avalia que pacote de socorro a tarifaço dos EUA deve ser pontual Mesmo assim, novas medidas para setores atingidos ainda são dúvida RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 22:40 Governo Lula descarta pacote amplo frente ao tarifaço dos EUA, prioriza medidas pontuais Apesar do tarifaço dos EUA, o governo Lula considera desnecessário um novo pacote de socorro amplo como o Brasil Soberano de 2025. A equipe econômica avalia que o impacto macroeconômico será reduzido, graças à adaptação do mercado e exceções previstas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, analisa medidas pontuais para setores mais afetados, priorizando uma abordagem criteriosa. Mesmo com o tarifaço confirmado pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira, a equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ainda avalia se será necessário um novo pacote de socorro aos exportadores brasileiros mais afetados. Antes do anúncio oficial, considerava-se que, a depender do alcance final das medidas, medidas nos moldes do Plano “Brasil Soberano”, lançado após a taxação do ano passado, poderiam ser dispensadas. Integrantes da equipe antecipam que, se for necessário um novo pacote de socorro, deve ser pontual, nada comparável em termos de tamanho com a iniciativa do ano passado. O pacote naquela época criou uma linha de crédito de R$ 30 bilhões com juros mais favoráveis para os empresários atingidos, diferimento de impostos e possibilitou compras públicas simplificadas das empresas afetadas. A iniciativa tinha impacto primário de R$ 9,5 bilhões. A avaliação é de que, em termos macroeconômicos, o país já se adaptou com uma nova relação comercial com os EUA, em parte pela própria ajuda do Brasil Soberano. Embora ainda haja “sequelas” em algumas empresas, que não conseguiram se adaptar completamente, o efeito da nova taxação tende a ser menor, com os setores mais preparados. Essa avaliação está presente também no Boletim MacroFiscal, publicado nesta quarta-feira pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda. A pasta já incorporou as novas tarifas em suas projeções, considerando a recomendação do USTR. Segundo a SPE, o impacto macroeconômico esperado das novas tarifas americanas sobre a economia brasileira permanece reduzido. A análise considera a resiliência observada nas exportações brasileiras após o impacto da elevação tarifária no ano passado. “Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma”, disse a SPE. A lista de exceções sugerida pelo USTR e o auxílio do pacote de socorro anunciado em 2025 também são citadas. “As medidas anunciadas pelos EUA em junho de 2026, ainda pendentes de aprovação, preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto. Soma-se a isso o conjunto de ações implementadas desde o ano passado em apoio aos setores mais expostos, com foco em crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes.” Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, não descartou nos últimos dias novas medidas para proteger as empresas brasileiras prejudicadas, como foi feito com o “Plano Brasil Soberano” na primeira rodada do tarifaço em 2025. Mas explicou que a pasta faria, antes, uma análise criteriosa dos setores afetados.

This is a summary. Read the full article at the original source.

Read full article at oglobo_globo