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Ferran Torres aplica 'Lei Iniesta' e Espanha bate Argentina rumo ao topo

Ferran Torres aplica 'Lei Iniesta' e Espanha bate Argentina rumo ao topo

As notas da final do Campeonato do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, realizada este domingo, que culminou com a conquista do segundo título de campeão do mundo por parte dos espanhóis.

Os últimos dias ficaram marcados por uma conversa intensa sobre uma curiosa foto que une Lamine Yamal e Lionel Messi, as maiores figuras das seleções de Espanha e Argentina, e eis que o destino quis que a final do Mundial2026, realizada no domingo nos Estados Unidos, fosse, de facto, um banho de bola... do conjunto europeu. Lamine Yamal e Lionel Messi, este último escondido pelos espanhóis, longe estiveram de decidir a partida, ainda que o craque do Barcelona tivesse estado na jogada que culminou na festa hispânica. A vitória não foi de Espanha, mas de um coletivo que se superiorizou ao longo de todo o encontro. Espanha pressionou, pressionou e pressionou e até se superiorizou, de forma clara e inquestionável, à até aqui campeã mundial em título. Do outro lado, o conjunto argentino não teve argumentos e salvou-se como pôde da derrota no tempo regulamentar. O prolongamento mostrou uma Argentina coxa (não só na exibição, como no número de jogadores em campo por conta da expulsão do antigo jogador do Benfica Enzo Fernández nos descontos da segunda parte), altura em que surgiram os primeiros remates... já depois do golo espanhol. No meio de tanta insistência por parte do conjunto europeu, eis que Ferran Torres, ele que foi tanto criticado ao longo da prova, surgiu como o mais recente herói espanhol ao aplicar a 'lei Iniesta'... ainda que dez minutos mais cedo. O jogador do Barcelona apareceu no sítio certo, aos 106 minutos, para escrever o seu nome na história e dar à La Roja o seu segundo título mundial, depois do de 2010 conquistado frente aos Países Baixos, na África do Sul, com o golo do também ex-Barcelona Andrés Iniesta... aos 116 minutos. A Argentina só existiu, ofensivamente, na reta final segunda parte do prolongamento... mas já tarde para evitar os sorrisos espanhóis. Messi, que andou desaparecido nesta final, 'pegou' no jogo e tentou o 'milagre' da igualdade. Os sul-americanos poderiam ter alcançado o empate pelos suplentes Marcos Senesi (120') e Giuliano Simeone (120+1'), mas quem joga para o desempate por penáltis durante 120 minutos arrisca-se a perder. Espanha é a nova campeã do mundo e junta o Mundial2010 às vitórias continentais de 2008 e 2012 -, depois de um percurso só com um golo sofrido, em oito jogos. Mas vamos às notas desta partida: Figura A fúria espanhola necessária estava no banco. Ferran Torres deu à equipa espanhola a imprevisibilidade que tinha faltado no ataque com Oyarzabal e ajudou os colegas a criar mais espaço na área. Abriu a contagem na reta final da partida, com um remate a lembrar Iniesta, e ainda bisou após um passe a rasgar de Lamine Yamal, mas foi apanhado em fora de jogo Surpresa Rodri foi justamente eleito o melhor jogador desta prova. Já não tem a mesma disponibilidade física de anos anteriores, mas continua a ser o cérebro do meio-campo espanhol. Funcionou como um relógio suíço nesta partida e foi sempre muito importante nas recuperações de bola. Desilusão Lionel Messi esteve irreconhecível ao longo da partida, muito por culpa do trabalho que foi realizado pelos defensores espanhóis. O astro argentino foi completamente anulado pelos hispânicos e apenas deu o ar da sua graça na reta final do prolongamento. Treinadores Luis de da Fuente Equipa muito bem trabalhada para esta final. Espanha foi superior a todos os níveis, teve as melhores oportunidades e só pecou por tardia a chegada ao golo. Mais do que justa a vitória dos europeus, que voltam a festejar 16 anos depois. Lionel Scaloni Uma equipa que é campeão do Mundo em título não pode abdicar desse estatuto quando está à procura da revalidação do título. Foi uma exibição irreconhecível da equipa sul-americana e que, certamente, quererá ser esquecida o mais rapidamente possível pelos adeptos argentinos. Arbitragem Slavko Vincic chorou de felicidade ao saber que ia arbitrar o jogo decisivo, mas também não deve levar boas memórias para casa da sua exibição. O esloveno teve um critério muito largo ao longo da partida e não foi mostrando os cartões quando devia. Paredes, por exemplo, entrou ao intervalo e viu apenas um amarelo no tempo em que esteve em campo, mesmo estando presente em várias faltas sobre os jogadores espanhóis. O médio acabaria expulso já depois do apito final por agredir Gavi. Expulsão de Enzo Ferández foi ajustada, uma vez que o médio argentino chegou tarde à disputa com Cubarsí.

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