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FIFA quebra o silêncio sobre o polémico Portugal-Croácia: "Há um pico"

FIFA quebra o silêncio sobre o polémico Portugal-Croácia: "Há um pico"

Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, sublinha que "o sistema não deteta contactos com o cabelo", e defende que o golo anulado a Josko Gvardio, nos descontos do Portugal-Croácia dos 16avos de final do Campeonato do Mundo, foi bem anulado.

Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal italiano Gazzetta dello Sport, na qual 'passou a limpo' alguns dos lances mais polémicos do Campeonato do Mundo, começando, desde logo, pelo tão badalado Portugal-Croácia, dos 16avos de final. A equipa das quinas, recorde-se, ganhou, por 2-1, graças a um golo da autoria de Gonçalo Ramos, já quatro minutos depois dos 90. Instantes depois, os homens de Zlatko Dalic ainda festejaram o empate, quando Josko Gvardiol colocou a bola no fundo da baliza à guarda de Diogo Costa, mas, após prolongada análise por parte do VAR, o norueguês Espen Eskas anulou o lance. Com recurso ao microchip instalado dentro da própria bola, a equipa de arbitragem concluiu que, antes de esta chegar ao defesa-central, tocou em Igor Matanovic, que o colocou em posição irregular. Uma decisão que motivou veementes protestos, até porque, com recurso às repetições, esse mesmo toque é impercetível. Ainda assim, o italiano insiste que esta foi a mais acertada: "O gráfico fala claramente. Há um pico quando toca na cabeça do avançado croata, seguido de uma linha reta, e um outro pico, quando toca nas costas do defesa de Portugal. Dado que o sistema não deteta contactos com o cabelo, o pico é determinado pelo contacto com a cabeça". According to the data provided by Connected Ball Technology housed within the @adidasfootball Trionda, the official match ball of the @FIFAWorldCup, it was proven that contact was made by Croatia's #20 Igor Matanović in the build up to the goal against Portugal, allowing the... pic.twitter.com/AyBz11N3wV — FIFA Media (@fifamedia) July 3, 2026 Tecnologia contra "comunidade Amish dentro do estádio" A verdade é que as críticas não tardaram a surgir, havendo mesmo quem defenda que tecnologias tão minuciosas estão a arruinar a emoção do futebol. Para o responsável do organismo que rege o futebol internacional, no entanto, esta não passa de "uma mentira histórica", posição que ilustra com casos do passado. "Há alguns segundos de espera até à confirmação do fora de jogo, mas o jogador festeja quando marca. Se o golo é validado, há um segundo festejo, e, se é anulado, é a equipa adversária que festeja. Acho muito mais justo que a emoção tenha como base uma decisão correta, em vez de um episódio destinado a ser discutido durante semanas ou décadas", apontou. "Ainda hoje, 60 anos depois, continuamos a questionar se, no golo de Inglaterra, na final de 1966, a bola tinha verdadeiramente ultrapassado a linha...", prosseguiu, referindo-se ao tão badalado lance registado aos 11 minutos do prolongamento da vitória sobre a Alemanha, por 4-2, Geoff Hurst rematou à barra e ressaltou para o relvado. "A tecnologia foi introduzida para resolver uma situação paradoxal. No estádio, cerca de 80.000 espectadores tinham a possibilidade de ver, em tempo real, aquilo que acontecia em campo, e a única pessoa que não podia fazê-lo era aquele que tinha de tomas as decisões... Havia duas opções, ou criávamos uma comunidade Amish dentro do estádio, onde a tecnologia era banida, ou dávamos essa mesma possibilidade ao árbitro", completou. Os motivos para o árbitro da final do Mundial2026 A terminar, Pierluigi Collina explicou os motivos que o levaram a nomear o esloveno Slavko Vincic para a tão aguardada final do Campeonato do Mundo, que irá colocar, frente a frente, Espanha e Argentina: "Fez um percurso muito bom. Estou feliz por ele e também pelos outros que estiveram cá, a escolha não foi fácil". "Cada vez que vejo isto, fico com pele de galinha. Eu sei o que estes rapazes e raparigas fizeram durante anos, sacrificando muita coisa, inclusive as famílias. Estava à espera da emoção de Vincic, foi a mesma que eu senti", concluiu, a propósito pelas lágrimas vertidas pelo juiz, quando tomou conhecimento da nomeação. Leia Também: Sexo, drogas e... 'anti-Messi'. O polémico árbitro da final do Mundial

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