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Flávio Luz tem 66 anos e veio da Madeira para fazer o verdadeiro bolo do caco em Coimbra: “Aprendi com um senhor de idade”

Flávio Luz tem 66 anos e veio da Madeira para fazer o verdadeiro bolo do caco em Coimbra: “Aprendi com um senhor de idade”

O cheiro a pão acabado de fazer já se sente no Parque Manuel Braga, em Coimbra, onde decorre o Festival...

Flávio Luz tem 66 anos e veio da Madeira para fazer o verdadeiro bolo do caco em Coimbra: “Aprendi com um senhor de idade” O cheiro a pão acabado de fazer já se sente no Parque Manuel Braga, em Coimbra, onde decorre o Festival Madeira até ao dia 26 de julho. PUBLICIDADE Entre os vários sabores da ilha presentes no evento está o tradicional bolo do caco, preparado pelas mãos experientes de Flávio Luz, um padeiro madeirense com décadas de experiência. PUBLICIDADE PUBLICIDADE Aos 66 anos, Flávio Luz mantém viva uma tradição que aprendeu na Madeira e que agora partilha com os visitantes de Coimbra. “Aprendi esta arte com um senhor de idade”, contou ao Notícias de Coimbra, explicando que foi na ilha que começou a aprender os segredos da preparação do famoso pão madeirense. O bolo do caco, apesar do nome, não é um bolo doce, mas sim um pão tradicional feito com ingredientes simples. “Leva água, farinha, fermento, batata doce e sal”, explicou o padeiro. Depois da preparação da massa, o processo exige tempo e técnica. A massa fica a levedar antes de passar para a pedra quente, onde ganha a forma e textura características. “Leveda seguramente uma meia hora. E depois vai para cima da pedra”, explicou Flávio, acrescentando que o pão permanece cerca de 15 minutos na chapa. Durante a confeção, há um gesto essencial: virar o bolo para garantir uma cozedura uniforme. “Tem que virar”, disse o padeiro, enquanto demonstrava a técnica utilizada na pedra quente. Uma das características mais conhecidas do bolo do caco é precisamente o seu formato achatado. Flávio explica que esta forma está relacionada com a rapidez do processo de confeção. “Tem de ser levado mais à pressa, para se for a bolinhas”, explicou. No festival, o trabalho é intenso. A equipa já tinha preparado cerca de uma centena de bolos do caco e a expectativa para os dias do evento é elevada. “Uns 10 mil”, respondeu Flávio quando questionado sobre a quantidade de bolos que espera fazer durante o festival. Ao lado do experiente padeiro está Francisco, um aprendiz que há dois anos acompanha esta arte. “Ainda tem umas cartinhas a dar”, brincou Flávio sobre o jovem ajudante, mostrando que a tradição continua a passar entre gerações. Depois de cozido, o bolo do caco recebe outro dos seus elementos mais conhecidos: a manteiga de alho. Francisco explicou como é preparada a mistura. “É feita com manteiga, salsa e alho picado.” A receita tradicional é simples, mas muito apreciada pelos visitantes. “Se for bolo de caco com manteiga de alho, é só isso. Se fizer o prego, leva um bife, queijo e fiambre, por cima também com manteiga de alho”, explicou. A equipa que está no Festival Madeira em Coimbra junta madeirenses e pessoas ligadas à cultura gastronómica da ilha, incluindo Margarida, que também participa na preparação dos produtos. Entre massa, pedra quente e manteiga de alho, o objetivo é levar aos visitantes uma verdadeira experiência madeirense. O Festival Madeira em Coimbra decorre até 26 de julho, no Parque Manuel Braga, com vários sabores tradicionais da ilha, desde o bolo do caco às lapas, passando pela poncha e outros produtos típicos. PUBLICIDADE

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