Homem morre após sofrer ataque cardíaco durante relação sexual com esposa; família diz ter sido pressionada por doação de órgãos nos EUA

Um homem de 47 anos morreu após sofrer um ataque cardíaco durante uma relação sexual com a esposa, em Swedesboro, no estado de Nova Jersey (EUA). Após a confirmação da morte cerebral, a família afirma ter enfrentado uma disputa com representantes de uma organização de captação de órgãos, que, segundo os parentes, insistiram na doação mesmo depois de o paciente ter retirado seu nome do cadastro oficial. O caso foi divulgado pelo NJ.com, nesta semana, e levou à apresentação de um projeto de lei no Legislativo estadual. Policial morre após cirurgia para retirada de implantes mamários na República Dominicana; família pede investigação Menino morre aos 13 anos após passar nove anos em coma por infecção causada por queijo contaminado na Itália Segundo o veículo, Keith Lott sofreu uma parada cardíaca em casa, no dia 16 de maio. A esposa, Brook Lott, acionou o serviço de emergência depois que ele começou a espumar pela boca. Levado ao hospital, Keith foi colocado em ventilação mecânica, e exames apontaram um grave inchaço cerebral. Três dias depois, ele teve morte cerebral declarada. Disputa sobre doação de órgãos Menos de uma hora após a confirmação da morte, integrantes da NJ Sharing Network, organização responsável pela captação de órgãos em Nova Jersey, procuraram a família para tratar da doação. Os parentes afirmam que Keith havia deixado o cadastro de doador no ano anterior, dois anos depois de se converter ao Islã, religião em que parte dos fiéis entende que o corpo não deve ser alterado após a morte. A cunhada de Keith, Tiffany, afirmou ao NJ.com que os representantes da entidade insistiram que a autorização seria permanente. — Eles ficavam dizendo que, quando você marca aquela caixa para ser doador, é um contrato vitalício. Segundo a família, a carteira de habilitação emitida em 2025 já não indicava Keith como doador, mas os representantes teriam argumentado que ele também deveria ter solicitado formalmente a exclusão do registro junto ao órgão estadual de trânsito. A mãe de Keith, Minnie Lott, alegou que a organização orientou o hospital a manter o suporte de vida exclusivamente para preservar os órgãos e que chegou a ameaçar processar tanto a família quanto a unidade de saúde. Segundo os parentes, a situação só foi encerrada após a intervenção do gabinete de um senador estadual. Em uma publicação nas redes sociais, Minnie afirmou que o episódio agravou o sofrimento da família e alertou para a necessidade de que as pessoas comuniquem claramente sua decisão sobre a doação de órgãos aos parentes. Ela também defendeu que o caso sirva de alerta para evitar situações semelhantes. Após a repercussão, o senador estadual Paul Moriarty apresentou um projeto de lei que obriga organizações de captação de órgãos a consultar as informações mais atualizadas disponíveis na Comissão de Veículos Motorizados (MVC) antes de iniciar qualquer procedimento. Em nota enviada ao NJ.com, a NJ Sharing Network reconheceu que qualquer pessoa pode cancelar seu cadastro de doador a qualquer momento por meio do MVC. Um porta-voz afirmou que a entidade consulta, em tempo real, o banco de dados do órgão para verificar a situação mais recente dos doadores. A organização também é alvo de uma investigação conduzida por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, que apura denúncias de supostas fraudes, acobertamento e práticas ilegais.
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