Homem que chutou menina no PR é denunciado por tortura e lesão aos filhos

Pai que chutou filha de três anos no Paraná é denunciado por tortura e lesão aos filhos
Resumo O mesmo homem que foi flagrado chutando a própria filha de três anos foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por tortura e lesão corporal qualificada após fazer os filhos ajoelharem sobre tampas de garrafas e grãos. O que aconteceu Homem obrigou os filhos a permanecerem ajoelhados sobre tampinhas de garrafa pet e grãos de pipoca e feijão. O órgão também destaca que a ação tinha objetivo de provocar intenso sofrimento físico e mental. Além de causar "dor acentuada", o ato "possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas, especialmente em razão da tenra idade das crianças, que se encontram em fase de desenvolvimento físico e emocional, com reduzida capacidade de compreensão e resistência a esse tipo de violência". A situação é agravada pelo fato de os atos terem sido praticados pelo próprio pai, figura que deveria assegurar proteção e cuidado aos filhos -Ministério Público do Paraná Os crimes ocorreram entre os meses de junho e julho deste ano, na residência da família. A denúncia foi protocolada na terça-feira (21) pela promotora Silvia Skaetta Donatti, da 1a Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão. O homem também agrediu o filho de cinco anos com um pedaço de madeira. Ele atingiu o rosto da criança. O flagrante do homem chutando o rosto da filha de três anos foi o terceiro caso denunciado. As imagens mostram o momento em que ele se vira e chuta a menina na altura da cabeça, e a criança cai. Um vídeo também mostra uma testemunha questionando o homem logo após a agressão. Não é possível saber o que foi dito, mas a criança se levanta e o grupo segue caminhando. O homem já tinha sido indiciado pelo crime contra a filha. Ele responde por tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica. Ele permanece preso na 19a Subdivisão Policial de Francisco Beltrão. Segundo a polícia, familiares e a mãe das crianças tiveram medidas protetivas deferidas pela Justiça. A Promotoria de Justiça também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do denunciado. Como não houve a identificação do indivíduo, o UOL não conseguiu buscar manifestação de sua defesa. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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