Imagens inéditas do Sol revelam detalhes nunca vistos e podem ajudar a explicar um dos maiores mistérios da estrela; vídeo

ientistas obtiveram as imagens mais detalhadas já registradas da superfície do Sol, revelando estruturas microscópicas que nunca haviam sido observadas com tanta precisão. A descoberta, publicada na revista Nature, foi feita com o auxílio do telescópio solar Daniel K. Inouye, no Havaí, considerado o mais avançado do mundo para estudos da estrela. El Niño pode deixar 49 milhões de pessoas em fome aguda, com forte aumento na América Latina e Caribe, diz ONU Veja mapa: Ondas de calor atingem Ásia, Europa e América do Norte em meio ao avanço do El Niño Os registros mostram padrões ondulados e pequenos redemoinhos de plasma — semelhantes a ondas quebrando no mar — que surgem quando correntes de material superaquecido se movem em velocidades diferentes. Os pesquisadores identificaram essas formações como instabilidades de Kelvin-Helmholtz, um fenômeno físico conhecido em fluidos terrestres, mas nunca observado com esse nível de detalhe na superfície solar. — Estas são as imagens da superfície solar com a maior resolução espacial já obtidas — afirmou Friedrich Wöger, cientista do Observatório Solar Nacional dos Estados Unidos e um dos autores do estudo. Ao ampliar as imagens, os pesquisadores encontraram estruturas extremamente pequenas que lembram vórtices e ondas turbulentas. Segundo David Kuridze, outro autor do trabalho, o nível de detalhamento surpreendeu até mesmo a equipe responsável pela pesquisa. — Minha primeira reação foi: "Uau, como é possível vermos estruturas tão pequenas e tão finas no Sol?". Isso é algo que nunca havíamos observado antes — disse o cientista à BBC. Os pesquisadores acreditam que esses movimentos desempenham papel fundamental na transferência de energia e na reorganização dos campos magnéticos da estrela. Com o acúmulo dessa energia, podem ocorrer explosões solares, ejeções de massa coronal e outras erupções capazes de lançar partículas em direção ao espaço. Além do avanço científico, a descoberta pode melhorar a previsão do chamado clima espacial. Tempestades solares intensas podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de GPS, comunicações por rádio e até redes elétricas em diferentes regiões do planeta. — Queremos compreender a física do Sol nas menores escalas possíveis para prever melhor o clima espacial — explicou David Boboltz, pesquisador do Observatório Solar Nacional. Entender como esses pequenos redemoinhos transportam energia poderá ajudar os cientistas a antecipar eventos extremos que afetam diretamente a infraestrutura tecnológica da Terra.
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