"Inadmissível". A 'flash' arrasadora de Rabiot após o 4-6 de França

Adrien Rabiot diz perceber a "desilusão, após a derrota na meia final, contra Espanha", mas considera "vergonhosa" a maneira como França se apresentou contra Inglaterra, no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares do Campeonato do Mundo.
O Hard Rock Stadium, em Miami, no estado norte-americano da Flórida, foi, este sábado, palco do mais intenso... e mais indesejado jogo do Campeonato do Mundo de 2026. Em disputa, estava o terceiro lugar, e Inglaterra levou a melhor sobre França, por 4-6, à 'boleia' de uma primeira parte de arraso completo. Os homens de Thomas Tuchel chegaram ao intervalo a vencer, por 0-4, por conta dos golos de Declan Rice, Ezri Konsa e Bukaio Saka (bis), mas os de Didier Deschamps responderam, no segundo tempo, por intermédio de Kylian Mbappé (bis), Bradley Barcola e Ousmane Dembélé, tendo o resultado final ficado selado com mais um remate certeiro de Bukayo Saka e outro de Jude Bellingham. Depois de o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela ter feito soar o apito final, a frustração gaulesa era evidente, e ainda mais ficou com as palavras de Adrien Rabiot, que não teve 'papas na língua', na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva beIN Sports: "Entrámos de uma maneira bastante vergonhosa, na primeira parte". "Vi comportamentos de certos jogadores que nunca tinha visto anos, num jogo como este. É verdade que é um pouco dececionante, porque era o último jogo. Tínhamos de fazer uma boa figura, nesta competição. Não podemos esquecer-nos de tudo aquilo que fizemos", começou por afirmar, sem revelar ao certo a quem se referia. "É verdade que há muita desilusão, após a derrota na meia final, contra Espanha. Havia trabalho a ser feito até ao final, e não nos podemos dar ao luxo de apressar as coisas. Recompusemo-nos ao intervalo, falámos e dissemos que precisávamos de demonstrar orgulho e mais qualquer coisa. Estivemos muito melhor, no segundo tempo, mas, no primeiro, certos comportamentos foram inadmissíveis", prosseguiu. A terminar, o médio fez questão de deixar uma palavra especial ao treinador, Didier Deschamps, que cumpriu a última partida no cargo: "Ele realizou um trabalho enorme. É especialmente isso que temos de lembrar (...). Na palestra, agradeceu a toda a gente. Penso que nos cabe agradecer-lhe. Vamos recordar-nos e estamos gratos". "Fomos humanos", defende-se Mbappé Já o capitão da seleção francesa, Kylian Mbappé, que assinou dois golos e ultrapassou, provisoriamente, Lionel Messi como o melhor marcador da história dos Mundiais, acabou por assumir uma postura bem mais diplomática, quando chegou a hora de dar a sua versão dos acontecimentos, na 'flash interview' do canal M6. "Foram duas partes diferentes. Na primeira parte, consigo compreender que algumas pessoas tenham dito que foi uma brincadeira e que não respeitámos a camisola. Eu diria mais que fomos humanos. Infelizmente, ficámos completamente atordoados, e eles acabaram por despertar-nos", refletiu. "Na segunda parte, voltámos a ser jogadores de alto nível, máquinas mentais que demonstram que não há sentimentos. Conseguimos fazer aquilo que sabemos fazer. Ganhámos, na segunda parte, mas, no final, não ganhámos", completou o avançado, que irá, agora, desfrutar de um período de férias, antes de se juntar a José Mourinho e companhia, no Real Madrid. Leia Também: Do escândalo à emoção. Inglaterra 'Saka' pódio no Mundial em jogo louco
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