Infantino desiste de vender fatia da Copa do Mundo após divisão na Fifa

Infantino desiste de vender fatia da Copa do Mundo após racha interno na Fifa
Resumo Gianni Infantino, presidente da Fifa, desistiu do plano de vender uma participação ligada à Copa do Mundo após o projeto gerar divisão interna. A própria entidade divulgou um posicionamento do dirigente nesta sexta-feira. O que aconteceu Infantino disse que a ideia não seguirá adiante após avaliar diferentes lados do debate. "Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não atende ao objetivo definido desde o início", afirmou. O dirigente afirmou que a proposta contrariava o propósito que ele diz guiar a Fifa. "Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não vai prosseguir", completou. Infantino também prometeu tentar recompor o diálogo com os envolvidos nas próximas semanas. "Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, com espírito de interesse compartilhado pelo nosso jogo e com o objetivo de continuar fazendo o futebol crescer em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse. O que estava em discussão A Fifa havia confirmado na terça-feira (28) que Infantino queria criar uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares. A empresa, que recebeu o nome de Fifa Forward Enterprise, teria um máximo de 20% de sua participação vendida a terceiros. A proposta previa concentrar direitos comerciais e a operação de eventos da entidade na empresa controlada pela própria Fifa. A ideia era reunir receitas como patrocínios, transmissões e licenciamento, mantendo a entidade responsável por governar e organizar competições, de acordo com nota divulgada nesta semana. O plano também vinha sendo discutido sob pressão de outras entidades do futebol. A Uefa anunciou boicote a torneios da Fifa após a divulgação da proposta, e a entidade máxima do futebol afirmou que a criação da empresa só ocorreria se fosse aprovada pela maioria das 211 associações-membro. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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