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Infantino secretário-geral da ONU? Boatos criam tensão na campanha em NY

Infantino secretário-geral da ONU? Boatos criam tensão na campanha em NY
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Infantino secretário-geral da ONU? Boatos criam tensão na campanha em Nova York

Infantino secretário-geral da ONU? Boatos criam tensão na campanha em NY Resumo Os boatos começaram a circular nos Estados Unidos e, mais especificamente, em Nova York, onde está a sede das Nações Unidas. O jornal The New York Post publicou uma matéria com base em fontes próximas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o republicano gostaria que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, seja o próximo secretário-geral das Nações Unidas. Infantino, 56, se aproximou do presidente norte-americano ao organizar a Copa de 2026. Sua campanha para agradar Trump chegou ao ponto de entregar a ele o Prêmio da Paz da FIFA, em dezembro de 2025. A reportagem do Post afirma que Infantino, depois de todos os esforços para cair nas graças do presidente norte-americano, é visto por Trump como uma pessoa respeitada por todos ao redor do mundo e que tem uma habilidade especial para unir as pessoas. A avaliação de Trump sobre o presidente da FIFA foi feita por uma fonte próxima ao republicano, disse o jornal. Repercussão entre candidatos Os boatos sobre Infantino foram minimizados por candidatos que estão na corrida pela sucessão do português António Guterres. Faltando uma semana para a primeira votação, prevista para 31 de julho, as informações do Post criaram certa tensão, mas, na avaliação das fontes consultadas, não mudam o cenário. Na campanha do argentino Rafael Grossi, diplomata de carreira que desde 2019 está no comando da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o órgão da ONU responsável por regular a segurança e a não proliferação nuclear no planeta, a resposta às consultas da coluna foi taxativa: "Continuamos trabalhando". A ideia de que o dirigente franco-suíço seja cotado para o posto foi considerada um "delírio" por fontes da campanha de Grossi. Porém, esse delírio, admitiram as mesmas fontes, poderia ser real. Em Santiago do Chile, colaboradores da campanha da ex-presidente Michelle Bachelet, afirmaram que uma eventual candidatura de Infantino não muda nada para a chilena. Seu principal obstáculo, segundo as fontes consultadas, é não ser vetada pelos EUA. Mas impedir esse veto, hoje, é quase impossível. Se a candidatura de Infantino for real, frisou uma fonte chilena, isso confirmará que Trump não tem o menor interesse em fortalecer a ONU. Para Bachelet, acrescentou a fonte, tudo continua igual. A ex-presidente, que tem o total apoio do governo Lula, já sabe que provavelmente será vetada pelo presidente norte-americano. Brasil e México fizeram campanha por Bachelet nas principais capitais do mundo. Já Grossi conta com o apoio da Argentina de Javier Milei e, até agora, existia a sensação de que Trump poderia apoiar o argentino. Com o nome de Infantino no jogo, a situação ficou mais confusa. Processo A escolha do novo secretário-geral será tomada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e, dentro dele, são cruciais o voto do grupo chamado P5: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França. Ser vetado por qualquer um desses países impossibilita qualquer candidatura. O desafio é ter um candidato de consenso, similar ao que acontece nos conclaves com a escolha de um novo papa. Uma vez que o Conselho de Segurança toma uma decisão, ela é enviada a Assembleia Geral da ONU, para sua ratificação. Para que uma pessoa se lance como candidato ao posto de secretário geral das Nações Unidas é necessário que sua candidatura seja apresentada por um Estado membro, ou por um grupo de países que sejam membros da organização. O candidato não precisa, obrigatoriamente, ser cidadão do país que o indicou. Infantino, nascido na Suíça, poderia ser indicado pelos EUA, se essa fosse a decisão de Trump. O Estado membro que apoia o candidato deve enviar uma carta oficial aos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança com a indicação. Cada candidato passa por audiências no Conselho de Segurança, que é quem finalmente toma a decisão. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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