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Itália, França e Finlândia defendem suspensão de Espanha do Espaço Schengen

Itália, França e Finlândia defendem suspensão de Espanha do Espaço Schengen

A situação de Ceuta está a preocupar os líderes europeus, com alguns a defender a suspensão de Espanha no Espaço Schengen. Ceuta já recebeu mais de 40 mil imigrantes ilegais nos últimos dias.

Itália, França e Finlândia defendem suspensão de Espanha do Espaço Schengen A situação de Ceuta está a preocupar os líderes europeus, com alguns a defender a suspensão de Espanha no Espaço Schengen. Ceuta já recebeu mais de 40 mil imigrantes ilegais nos últimos dias. Ceuta recebeu mais de 40 mil imigrantes ilegais desde quinta-feira, principalmente oriundos de Marrocos e Argélia. O presidente espanhol Pedro Sánchez já referiu que esta situação é “uma violação da integridade territorial de Espanha”. O Governo espanhol já mobilizou meios militares e policiais para esta situação, contudo, o autarca Juan Vivas pede que uma “declaração de emergência nacional”. Perante esta situação já são vários os países que pedem a suspensão do Espaço Schengen com Espanha. A ideia partiu de Itália, com o vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani a mostrar-se a favor do “encerramento do espaço Schengen com a Espanha”. Ideia apoiada pela primeira-ministra Giorgia Meloni. Do lado de França a decisão tomada pelo ministro do interior, Laurent Nuñez, foi de reforçar os controlos fronteiriços com Espanha. Contudo, o partido de extrema-direita considera que o país deve restringir a livre circulação dentro do Espaço Schengen. A Finlândia foi outro dos países a pronunciar-se sobre este assunto, referindo que Madrid poderá perder o direito a integrar o espaço Schengen caso não consiga proteger a fronteira. Do lado português, ainda não existiu qualquer reação do Governo mas o partido Chega já anunciou que vai dar entrada uma iniciativa para reforçar os controlos nas fronteiras terrestres e suspender o Espaço Schengen a Espanha. A decisão do partido deve-se à crise migratória que está a ocorrer em Ceuta, onde já se registou a entrada de cerca de 50 mil migrantes. “Portugal tem de voltar a controlar quem entra no seu território. A segurança dos portugueses está em primeiro lugar”, refere o partido num comunicado enviado ao JN. Segundo as primeiras estimativas das autoridades policiais espanholas, citadas por diversos meios de comunicação de Espanha, podem ter cruzado para Ceuta cerca de 49.000 pessoas desde quinta-feira. O Governo de Espanha não avançou até agora com um número oficial. Vivem em Ceuta cerca de 83.000 pessoas, de acordo com os censos mais recentes da população. Depois dessa avalanche humana que acorreu à fronteira e entrou em Ceuta, sobretudo na quinta-feira a partir do meio-dia, os meios de comunicação social espanhóis com jornalistas no local estão a relatar que centenas ou até milhares de pessoas estão a regressar a Marrocos. “Milhares de marroquinos regressam ao seu país. A massa mudou de direção. Agora são milhares os que se avistam na praia marroquina a caminho da sua terra, enquanto os últimos que pretendiam entrar em Espanha estão a fazê-lo entre gritos, por água. São infinitamente mais os que saem do que os que entram agora. A situação parece normalizar-se na fronteira”, escreveu o jornal El Pais no local por volta das 11:00 locais (10:00 em Lisboa). Também imagens transmitidas pelas televisões espanholas mostram que centenas de pessoas estão a regressar ao lado marroquino. Ceuta viveu uma crise semelhante em 2021, mas o número de entradas foi substancialmente menor, 10.000 pessoas em 48 horas. Os meios de comunicação social com jornalistas no lado marroquino da fronteira, na cidade de Fnideq, relataram que houve hoje de manhã “confrontos violentos” na zona, envolvendo centenas de pessoas que tentavam cruzar para o lado espanhol.

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