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Já há previsões para os combustíveis: Saiba quanto vai pagar na 2.a-feira

Já há previsões para os combustíveis: Saiba quanto vai pagar na 2.a-feira

O gasóleo deverá encarecer 2 cêntimos, enquanto a gasolina deverá ficar 1 cêntimo mais barata, de acordo com o ACP: "Caso se confirmem as previsões para a próxima semana, o preço médio do diesel vai subir para 2,063 euros por litro, enquanto a gasolina vai descer para 2,15 euros por litro".

Os preços dos combustíveis vão registar um comportamento misto no início da próxima semana: o gasóleo deverá encarecer dois cêntimos, mas a gasolina deverá ficar um cêntimo mais barata, de acordo com as previsões divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP). O ACP nota que "esta previsão consiste em valores médios tendo como base os preços da matéria-prima no fecho dos mercados da última quinta-feira", pelo que, "havendo oscilações nas cotações do crude e dos combustíveis até ao final desta sexta-feira, poderá ocorrer alguma variação de preços face ao previsto". "Pode ainda encontrar postos de combustível com variações de preços diferentes, uma vez que este setor, e consequentemente a sua política de preços, está liberalizado", explica. O ACP refere ainda que "os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os EUA, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região", lembrando que "a guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações". O ACP recorda que, "desde que estalou a guerra no Médio Oriente, o Governo comprometeu-se a aplicar uma nova redução extraordinária e temporária no ISP, sempre que se verifique um aumento do preço dos combustíveis superior a 10 cêntimos, para mitigar a escalada de preços". Petrolíferas pagam 33% sobre lucros que excedam média em 20% A Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero (CSTSP) vai incidir sobre os lucros das empresas, à taxa de 33%, na parte em que excedam em mais de 20% a média dos dois exercícios anteriores, de 2024 e 2025. Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, "esta contribuição excecional e temporária, aplicável apenas ao período de 2026, irá incidir sobre os lucros das empresas que desenvolvem atividades nos setores do petróleo bruto e da refinação, à taxa de 33%, na parte em que os resultados relevantes apurados em 2026 excedam em mais de 20% a média dos lucros apurados nos exercícios de 2024 e 2025". A contribuição em causa, cujo pedido de autorização legislativa foi aprovado no Conselho de Ministros de hoje, "deverá ser apurada e paga até ao final de setembro de 2027 e o Governo tudo fará para assegurar o cumprimento escrupuloso da medida", acrescenta a mesma nota. Num contexto marcado pela subida dos preços dos combustíveis, o Governo avança que "famílias e empresas de diversos setores têm enfrentado um agravamento significativo dos seus custos", ao mesmo tempo que "as atividades de extração e refinação de produtos petrolíferos registaram lucros extraordinários que resultam exclusivamente de circunstâncias externas de mercado". Assim, a receita da tributação destes "lucros excecionais" será destinada a "financiar as medidas de mitigação dos impactos do aumento dos preços dos combustíveis sobre as famílias e os agentes económicos mais vulneráveis e apoiar investimentos que promovam uma redução estrutural da dependência dos combustíveis fósseis", acrescenta o comunicado. O ministro das Finanças português e os seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria pediram a Bruxelas a criação de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022. O pedido foi feito em 03 de abril, em carta conjunta assinada por Joaquim Miranda Sarmento, pelos ministros federais das Finanças da Áustria (Markus Marterbauer) e Alemanha (Lars Klingbeil), pelo ministro da Economia e Finanças de Itália (Giancarlo Giorgetti) e pelo ministro da Economia, Comércio e Negócios de Espanha (Carlos Cuerpo). "Dadas as atuais distorções do mercado e as restrições orçamentais, a Comissão Europeia deve desenvolver rapidamente um instrumento de contribuição semelhante" à contribuição de solidariedade temporária estabelecida em 2022. Os ministros apontaram que esse trabalho permitiria financiar medidas de alívio temporárias, em particular junto dos consumidores, e travar o aumento da inflação sem sobrecarregar os orçamentos públicos. Em 2022, no seguimento da crise energética decorrente da guerra na Ucrânia, os ministros da Energia da União Europeia aprovaram medidas que previam uma taxação de 33% dos lucros excessivos das empresas de combustíveis fósseis que seria convertida "numa contribuição solidária" a redistribuir pelos mais vulneráveis, um teto máximo para os lucros das produtoras de eletricidade com baixos custos (renováveis) e planos de redução de consumo de eletricidade. A chamada 'windfall tax' foi aplicada sobre as empresas energéticas em Portugal entre 2022 e 2023, tendo gerado receitas de cerca de 8,3 milhões de euros, um montante inferior ao que era esperado pelo Governo. A Galp, que tem atividade nos setores do petróleo bruto e da refinação, anunciou na segunda-feira um aumento do lucro de 44%, para 812 milhões de euros, no primeiro semestre face ao período homólogo, impulsionado pelo aumento da produção de petróleo no Brasil e da cotação média do Brent. [Notícia atualizada às 09h55] Leia Também: Combustíveis. Governo vai taxar lucros extra das petrolíferas - como?

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