Jetour T2 ganha tração 4x4 e potência de 597 cv para honrar visual off-road

Jetour T2 ganha tração 4x4 e potência de 597 cv para honrar visual off-road
Resumo Quatro meses. Esse foi o curto espaço de tempo que fez a Jetour, que faz parte do Grupo Chery, mudar de ideia e trazer o T2 com tração 4x4 ao Brasil. O jipe híbrido plug-in estreia agora com toda aptidão off-road que sugere o design 'quadradão' e robusto, tem bateria gigante e mais de 100 km de autonomia no modo elétrico. O SUV chega na versão XWD 4x4 com preço promocional de R$ 339.900 para as primeiras 599 unidades. Mas não está só. De quebra, a marca chinesa traz uma edição especial, também 4x4, com pintura exclusiva por R$ 3.500 a mais - ou R$ 343.400 no total. Seu concorrente direto é o GWM Tank 300, que sai por R$ 342 mil. Em março deste ano, época do lançamento do T2 4x2 no Brasil, a marca chinesa justificou a ausência da variante 4x4 dizendo que os clientes deste segmento estavam mais focados no estilo do que na, digamos, na "aventura". E, por isso, não precisavam gastar mais por uma tecnologia que não seria usada. A "desculpa" era para não atrapalhar as vendas do inédito SUV, mas a variante 4x4 já estava, claro, nos planos. De acordo com a Jetour, apenas 10% dos compradores usam seus veículos com tração integral em condições extremas - e só 1⁄4 tem conhecimento próprio de off-road. Mas mesmo assim a marca resolveu trazer o T2 4x4 e trouxe o que há de melhor. E aí que surge a controvérsia. O SUV traz o conjunto formado pelo motor 1.5 turbo a gasolina - que será flex em breve, diga-se - com injeção direta de 135 cv e três unidades elétricas - duas na dianteira (com 102 cv e 122 cv) e uma na traseira, que contribui com outros 238 cv. Para a potência e torque combinados, a Jetour simplesmente somou as forças e chegou a superlativos 597 cv e 91,7 kgfm. A marca chinesa diz que esse será o padrão adotado pelo T2 4x4 e próximos lançamentos "porque não há uma regulamentação padrão sobre esses números [combinados]" e que "cada fabricante divulga o que é melhor para si". Polêmicas à parte, em termos de comparação, o T2 4x2 usa o mesmo motor a combustão, mas tem "apenas" dois motores elétricos que, juntos, entregam 320 cv e 62,2 kgfm. E, apesar dos 2.362 kg, o T2 4x4 acelera de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos. Outro item robusto é a bateria fornecida pela gigante CATL. Em vez da capacidade de 26,7 kWh e 75 km de autonomia, o T2 4x4 tem nada menos que 43,2 kW, que o faz rodar 106 km sem gastar uma gota de gasolina. A bateria do BYD Dolphin Mini, por exemplo, é de 38 kWh. O jipão aceita recargas de até 6,6 kW no modo lento (AC) e 40 kWh no rápido (DC). Segundo a Jetour, com o tanque de 70 litros, o utilitário tem uma autonomia combinada de até 1.300 km. Preços e versões do Jetour T2 T2 Advance 4x2 - R$ 289.900 T2 Premium 4x2 - R$ 299.900 T2 XWD 4x4 - R$ 339.900 T2 XWD 4x4 Dark Knight - R$ 343.400 Batman? Esteticamente, o T2 mantém as caixas de roda pronunciadas, a assinatura geométrica dos faróis, as barras de teto e o estepe instalado pendurado na traseira. A diferença é que a configuração 4x4 traz acabamentos no tom cinza nas rodas, rack de teto e no para-choque dianteiro. Já o logotipo "i-DM", que indica a eletrificação, passa a ser vermelho, enquanto o emblema XWD na tampa traseira identifica a tração integral. Só os pneus de uso misto ficaram de fora - são vendidos apenas como acessório nas concessionárias e custa R$ 1.750 - cada. Ou seja, um jogo sai por R$ 7 mil. As rodas são de 20 polegadas. Com mais características para encarar o fora de estrada, a Jetour instalou uma série de proteções para o T2 encarar caminhos mais tortuosos. Entre elas estão a parede anticolisão da bateria, proteções frontal e inferior do conjunto de alta tensão, proteção do tanque de combustível, proteção traseira do chassi e uma viga transversal de aço, que ainda otimiza a rigidez torcional da carroceria. As chapas de reforço utilizadas têm espessuras específicas e revestimentos desenvolvidos para reduzir o risco de danos causados por pedras, galhos, desníveis e outros obstáculos encontrados fora do asfalto. E se não bastasse apenas uma versão, o T2 4x4 não vai chegar sozinho. A Jetour também vai vender o SUV híbrido plug-in na edição especial Dark Knight. O apelo é a carroceria pintada majoritariamente na cor preta fosca, chamada pela fabricante chinesa de Veneer - até os logotipos foram escurecidos. O visual é completado por detalhes em cinza na dianteira e as pinças de freio são pintadas de vermelho. A marca diz que, desde o lançamento, cerca de 1.500 unidades do T2 foram emplacadas no Brasil. Dentro, o T2 4x4 também mantém o minimalismo e poucos comandos físicos. Destaque para as duas telas do painel de instrumentos digital de 10,3 polegadas e da central multimídia, de 15,6". O som é assinado pela Sony com 12 alto-falantes. Há ainda carregador de indução para smartphones de 50W, bancos dianteiros com ajuste elétrico e ventilação e ar-condicionado de duas zonas. Como anda? O test-drive do novo Jetour T2 4x4 contemplou de tudo um pouco: asfalto, cidade, terra, estrada e off-road pesado. Um ponto perceptível é: o T2 4x4 está longe de 600 cv e mais de 90 kgfm de torque. Apesar da ótima aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos, o SUV de 2,3 toneladas transmite a sensação de ter bem menos. Não que falte força, pelo contrário. Com os motores elétricos comandando grande parte das ações, o utilitário não precisa de muito espaço para ultrapassagens e tem retomadas vigorosas. Porém, novamente, está distante da impressão de ter seis centenas de cavalos. Mas um item é unânime: o acerto de suspensão. No trajeto rodoviário, o SUV híbrido plug-in flana. Se a rodovia for bem lisa, como as do interior de São Paulo, o modelo parece andar em um tapete. Nesse modo, a tração é praticamente traseira, o que contribui ainda mais para a melhor impressão de direção - e ainda não patina em arrancadas. O motorista também não precisa fazer correções no volante e a viagem é bastante tranquila - ainda mais com a priorização do rodar no modo elétrico, que 'evita' ao máximo que a parte a combustão seja acionada - até em velocidade altas. A direção, é verdade, poderia passar uma resposta melhor a quem dirige. Com o ajuste leve demais, o motorista às vezes pode perder a sensibilidade para onde as rodas estão indo. O acerto do conjunto brilha também em estradas de terra batida. A absorção dos impactos é impressionante, sem exacerbadas reverberações no volante ou para os bancos. Em trechos mais acidentados, a suspensão também não dá pancadas secas e passa longe do fim do curso do amortecedor - que parece infinito. O contraponto é que em uma tocada mais, digamos, esportiva, a carroceria tende a rolar em curvas mais fechadas. O percurso ainda trouxe um trecho bem off-road, onde foi possível colocar as capacidades do T2 4x4 à prova. A combinação de 20,5 cm de vão livre do solo, 28o de ângulo de ataque e 30o de ângulo de saída dificilmente vai fazer o SUV raspar em algum obstáculo. Mergulhei ainda em uma 'piscina' de lama improvisada e o T2 chegou a 40 cm de imersão. Zero problema: o Jetour pode ir até os 70 cm e tudo é indicado e metrificado em tempo real por câmeras e sensores e informado com grafismos bem elaboradas na central multimídia com tela de 15,6 polegadas. Na famosa 'caixa de ovos', repleta de altos e baixos alternados e diagonais, simulando o formato geométrico de uma embalagem de ovos, o SUV mostrou a qualidade de projeto e de torção do chassi. O T2 4x4 tem oito modos de condução. Além dos tradicionais Eco, Normal e Sport, a versão off-road adiciona os autoexplicativos Neve, Lama, Areia e Pedra. O oitavo é uma espécie de 'coringa' para o fora de estrada. Chamado de X, esse modo realiza o gerenciamento inteligente, de forma automática, dos sistemas de acordo com a leitura das condições do terreno. Ou seja, o carro se adapta. Existe também o Modo Rastejamento (Crawl Mode), que controla automaticamente a velocidade do veículo em percursos de baixa aderência e obstáculos, gerenciando torque, frenagem e o sistema de controle de descida. Câmeras por todos os lados também facilitam a vida do motorista na hora de descer uma pirambeira mais íngreme ou mesmo auxiliar em manobras cotidianas de estacionamento. O T2 4x4 será um ótimo rival para o GWM Tank 300, que faz sucesso por aqui. E por uma diferença de R$ 40 mil para a opção 4x2 logo abaixo, a Premium, o modelo pode criar um pequeno canibalismo na gama. As vendas devem ficar concentradas na configuração de entrada, que já vem bem equipada e na novata com tração integral. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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