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Jornalista diz que foi dopado e roubado ao deixar bar na Vl Madalena, em SP

Jornalista diz que foi dopado e roubado ao deixar bar na Vl Madalena, em SP
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Jornalista diz que foi dopado e roubado ao deixar bar na Vila Madalena, em SP

Resumo Um jornalista de 45 anos registrou um boletim de ocorrência após ter sido roubado ao deixar um bar na região da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Ele relatou acreditar que a bebida alcoólica que consumia foi adulterada por pessoas que conheceu pouco tempo antes, e ter sido vítima do golpe do "Boa Noite, Cinderela". O caso foi registrado como roubo e é investigado pela polícia. O que aconteceu Jornalista contou que estava com um amigo, de 47 anos, nas proximidades do Largo da Batata, na zona oeste, na noite de sexta-feira (24). Segundo ele, um homem que se apresentou como Pedro pediu um isqueiro emprestado, iniciou conversa e disse que aguardava um casal de amigos. Quando o casal chegou, eles se apresentaram como irmãos, disseram ser de Brasília e explicaram que estavam em São Paulo a trabalho. Após algum tempo, o grupo decidiu ir a um bar. O trio seguiu em um carro por aplicativo, enquanto o jornalista e o amigo foram no carro dele. O quinteto se encontrou em um bar na rua Harmonia, próximo ao ponto turístico Beco do Batman. O jornalista e o amigo tomaram drinques diferentes dos dos outros três. O jornalista contou ter adicionado Pedro no WhatsApp e verificou que o nome registrado era "Thomaz". Ao questioná-lo, declarou que se chamava "Pedro Thomaz". Em determinado momento, Pedro teria convidado o jornalista para ir até o hotel onde estava hospedado. Ele não foi ao hotel e relatou que, na sequência, sofreu um "apagão", lembrando-se apenas de já estar sozinho, sem a companhia do amigo ou do trio, e andando na direção de seu carro, estacionado próximo ao bar. Quando chegou, o jornalista percebeu que uma das lanternas estava quebrada, mas entrou no veículo. Jornalista narrou ter sido abordado por ao menos dois homens, enquanto estava no carro com a janela parcialmente aberta, que exigiram a carteira e o celular dele. A vítima não conseguiu confirmar a identidade da dupla, mas afirmou acreditar que seriam os mesmos homens que estavam com ele no bar. Ele disse, ainda, não se recordar da última vez em que viu o amigo. Vítima declarou acreditar que sua bebida foi adulterada com a substância conhecida como "Boa Noite, Cinderela". Depois do roubo, ele dirigiu até a sua casa, mesmo com intensa sensação de desorientação e sonolência, mas foi parado por policiais militares na avenida São Miguel, na zona leste, por volta das 8h de sábado. A abordagem ocorreu porque a irmã dele havia acionado a corporação e informado a placa do veículo após a mãe deles receber ligações estranhas e não conseguir contato com o jornalista. Em depoimento na delegacia, a irmã do jornalista disse que, por volta das 5h40 de sábado, a mãe dela avisou que havia recebido duas ligações em seu telefone fixo. Ela contou que ouviu as frases "vamo, vamo logo", sem que o nome do filho ou do amigo dele fossem citados. Então, ambas passaram a tentar contato com o homem, tiveram duas chamadas atendidas , onde duas vozes foram ouvidas, sem diálogo, e depois as ligações não foram mais respondidas. Cartão bancário da mãe de jornalista, que estava com ele, também foi usado em compras de R$ 20 e R$ 156 por volta das 6h20 de sábado. Segundo a mulher, ao chegar à avenida onde o irmão foi abordado pela polícia, ele apresentava sinais evidentes de alteração, o que a levou a acreditar que ele teria sido dopado. Quando registrou o boletim de ocorrência, no sábado (25), o jornalista ainda relatou apresentar lapsos de memória. Mãe do amigo do jornalista disse à polícia que, na manhã de sábado, recebeu uma mensagem no WhatsApp, do número do filho, pedindo um Pix de R$ 1.000. Ela respondeu que não tinha o valor e tentou ligar para o contato, sem sucesso. Ainda pela manhã, o pai do homem recebeu, do mesmo número, um print com dados pessoais do filho, como endereço antigo, data de nascimento e chaves Pix. Boletim de ocorrência não informa o paradeiro do amigo do jornalista. Questionada sobre a localização do homem e se ele foi ouvido pela polícia, a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) não respondeu. O texto será atualizado tão logo haja manifestação. Em entrevista ao Brasil Urgente (TV Bandeirantes) ontem, o jornalista contou que o amigo também teria sido dopado e teve o celular e a carteira roubados. "Ele só se lembra que chegou no condomínio onde a mãe dele mora e mais nada", disse, sem detalhar como o colega está. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo UOL mostram o jornalista e o amigo chegando ao bar acompanhados pelo trio. Outro registro flagrou o grupo conversando no estabelecimento e ao menos um deles segurando um copo de bebida nas mãos, enquanto um terceiro vídeo registrou uma pessoa do grupo comprando bebidas no bar. A reportagem não obteve imagens deles deixando o local. Em nota, a SSP-SP informou que o caso é apurado e não confirmou se alguém é investigado. O inquérito policial está em andamento na 1a Delegacia de Polícia Antissequestro, da Divisão Antissequestro do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas). A pasta não informou se solicitou exames para saber se o jornalista foi dopado. "A equipe da unidade prossegue com as diligências para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos", concluíram. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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