Justiça mantém prisão de PM acusado de matar delegado da PF no RS

Justiça mantém prisão de PM acusado de matar delegado da PF no Rio Grande do Sul
Resumo A Justiça Federal do Rio Grande do Sul manteve a prisão preventiva de um policial militar, acusado de matar o delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba em Passo Fundo (RS). O que aconteceu Decisão acolheu uma manifestação do Ministério Público Federal e negou o pedido da defesa por medidas cautelares ou prisão domiciliar. Na decisão do último dia 21, o MPF argumentou que a liberdade do acusado representava risco. Ministério Público afirmou que o PM poderia reagir com violência a fiscalizações ou ao cumprimento de outras diligências. Para o órgão, uma vez solto, assim como o acusado recebeu a tiros os Policiais Federais que cumpriam mandado, "também poderá receber com violência quem possa vir fiscalizar medidas diversas da prisão porventura concedidas ou quem tenha de cumprir outras diligências, a exemplo de cumprimento de outros mandados de busca e apreensão". A prisão do acusado é uma medida excessiva, diz defesa do policial militar. Em nota, advogados afirmam que eles não desconhecem a gravidade e sensibilidade dos fatos, mas que consideram isolados na vida do militar. Morte ocorreu durante cumprimento de mandado O acusado baleou Saliba durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. No dia 2 de julho, a polícia foi até um apartamento no bairro Vila Rodrigues e buscava a companheira do policial militar. O delegado fazia parte da ação contra uma organização internacional suspeita de contrabando. O grupo, com origem em Santana do Livramento (RS), era suspeito de coordenar a entrada irregular de mercadorias no Brasil por meio da fronteira com o Uruguai. Um segundo policial federal também foi atingido. A corporação disse que ele foi encaminhado à unidade hospitalar, mas foi liberado, enquanto Saliba continuou internado e morreu no dia seguinte. O PM permanece no presídio militar de Porto Alegre após ter sido preso em flagrante. A Brigada Militar informou que ele estava afastado das funções por licença para tratar de interesses particulares e que a Corregedoria-Geral acompanha o caso. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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