Linha de pesquisa sobre mercado de capitais

FGV Justiça: discussão jurídica envolvendo, também, fundos A FGV Justiça, área da Fundação Getulio Vargas, inaugurou uma linha de pesquisa dedicada ao mercado de capitais, com apoio da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). “O objetivo é aproximar judiciário, reguladores, indústria e academia em torno de temas jurídicos que impactam [...] O post Linha de pesquisa sobre mercado de capitais apareceu primeiro em Monitor Mercantil .
FGV Justiça: discussão jurídica envolvendo, também, fundos A FGV Justiça, área da Fundação Getulio Vargas, inaugurou uma linha de pesquisa dedicada ao mercado de capitais, com apoio da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). “O objetivo é aproximar judiciário, reguladores, indústria e academia em torno de temas jurídicos que impactam os mercados financeiro e de capitais e o financiamento da economia”. O segmento de varejo ultrapassou o de private na aquisição de títulos de renda fixa nos últimos dois anos. Em 2024, o varejo respondeu por R$ 186,7 bilhões da carteira de renda fixa, enquanto o private ficou com R$ 144,3 bilhões. A coordenação da linha de pesquisa é do ministro do STJ, Paulo Sérgio Domingues. Ele estará à frente de Mercado de Capitais e Desenvolvimento Econômico, a linha mais recente do programa e se soma a outras nove linhas de pesquisa, que vão de governança digital e inovação a solução de conflitos, sustentabilidade e finanças públicas. Na agenda, está prevista a promoção de mesas-redondas, seminários e estudos acadêmicos ao longo do ano com foco especialmente em fundos de investimento e a responsabilidade dos prestadores de serviços desses produtos. Um evento recente reuniu representantes do governo, entidades regulatórias, bancos, gestores de recursos, advogados e pesquisadores para discussão do tema. Julya Wellisch, diretora da Anbima , e Soraya Alves, superintendente do Jurídico, Compliance e Credenciamento, estiveram presentes na primeira mesa-redonda da linha. Estudo No ano passado, a Anbima divulgou a conclusão do estudo “A contribuição do mercado de capitais para o desenvolvimento econômico” elaborado pela associação. “O mercado, muitas vezes, é visto como uma força invisível, sem associação direta com a economia real. Esse estudo procura tangibilizar essa relação, mostrando a contribuição dos instrumentos de dívida corporativa para o crescimento das empresas. Os números falam por si”, afirma Carlos André, presidente da Anbima. Segundo ele, o reflexo mais expressivo da importância do mercado de capitais na economia brasileira é a parcela dos ativos de renda fixa como fonte de financiamento das empresas. Esse conjunto de ativos corresponde a 31% da dívida de companhias não financeiras em 2024, o dobro do observado (16%) em 2017, segundo dados do Banco Central. No período de 2018 a 2024, os maiores volumes de emissões de ativos de renda fixa (debêntures corporativas, notas comerciais e notas promissórias) concentram-se nos segmentos de energia elétrica, transporte e logística, comércio atacadista e varejista, empreendimentos e participações, locação de veículos e TI e telecomunicações. Para muitos segmentos da economia, o mercado de capitais vem se consolidando como importante fonte de financiamento. Para efeitos de comparação, no agronegócio, o estoque de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e de Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) em mercado equivale a 31% do saldo do crédito rural. Há quatro anos, correspondia a 19%. De acordo com o estudo, outro setor que se beneficiou do crescimento sustentável do mercado de capitais foi o de infraestrutura. Apenas com as debêntures incentivadas, as empresas captaram R$ 411,7 bilhões entre 2018 e 2024, com destaque para os projetos ligados a energia elétrica, que responderam por 41,6% desse valor, seguido de transporte e logística (23,7%) e saneamento (12%). “O mercado de capitais não contribui somente com as empresas. Na outra ponta está o investidor, que compra esses ativos para construção de poupança e patrimônio. E estamos falando de todo tipo de investidor, do pequeno ao alta renda”, diz Zeca Doherty, diretor-executivo da associação. O post Linha de pesquisa sobre mercado de capitais apareceu primeiro em Monitor Mercantil .
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