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Mais de 50 pessoas detidas por atividades ilegais online em Timor-Leste

Mais de 50 pessoas detidas por atividades ilegais online em Timor-Leste

A polícia de Timor-Leste anunciou hoje a detenção de 52 pessoas na sexta-feira em duas operações distintas, em Díli, por atividades ilegais 'online' que visavam vítimas fora do país.

"A primeira operação teve lugar no Hotel City 8, onde foram detidas 33 pessoas, e a segunda em Kuluhun, onde foram detidas mais 19 pessoas", pode ler-se num comunicado da Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) na sua página oficial na Internet. Segundo a PCIC, os 52 pessoas são suspeitas de utilizar "inteligência artificial para cometer burlas e fraude 'online' relacionada com a promoção de investimentos fictícios e que visavam vítimas fora de Timor-Leste". Durante as operações, a PCIC apreendeu telefones, equipamento informático, e dinheiro. O comunicado da PCIC foi acompanhado por outro do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que reafirmou a política de "tolerância zero" contra a prática de atividades ilícitas em Timor-Leste, incluindo cibercrime, lavagem de dinheiro e atividades de crime organizado. As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 300 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais 'online', sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude. Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas. Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas 'online', bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social. Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, "essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos". Leia Também: PR timorense defende que próxima presidência da CPLP deve ser brasileira

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