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Microsoft acelera em IA e lucra US$ 35,8 bi no trimestre, acima do esperado

Microsoft acelera em IA e lucra US$ 35,8 bi no trimestre, acima do esperado
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Microsoft acelera em IA e lucra US$ 35,8 bilhões no trimestre, acima do esperado

Resumo A Microsoft lucrou US$ 35,77 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2026, alta de 31% na comparação com o mesmo período de 2025, informou a empresa nesta quarta-feira em seu balanço. O ano fiscal da Microsoft termina em 30 de junho, por isso o quarto trimestre fiscal corresponde aos meses de abril a junho. Sem o efeito dos investimentos que a empresa mantém na OpenAI, o lucro ajustado foi de US$ 35,29 bilhões, alta de 22%. Destaques do trimestre - Lucro líquido: US$ 35,77 bilhões (+31,3%) - Receita líquida: US$ 90,01 bilhões (+17,7%) - Lucro operacional: US$ 40,60 bilhões (+18,3%) - Investimentos: US$ 35,80 bilhões (+109,6%) O mercado reagiu bem ao balanço, com alta de cerca de 3% nas ações no after-market da bolsa americana Nasdaq. Os números de lucro, receita e assinantes dos serviços de inteligência artificial vieram acima do esperado pelos analistas, de acordo com o Wall Street Journal. A receita líquida da Microsoft somou US$ 90,01 bilhões no quarto trimestre fiscal, alta de 17,7% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia atribui o avanço à força da nuvem e da inteligência artificial: a receita da Microsoft Cloud somou US$ 59,3 bilhões no trimestre, alta de 27% em um ano. O lucro operacional do trimestre foi de US$ 40,60 bilhões, 18,3% maior que um ano antes. Segundo a empresa, o resultado líquido também foi beneficiado por um ganho de US$ 3,2 bilhões com o investimento que a Microsoft mantém na Anthropic e por despesas menores que o esperado com o programa de aposentadoria voluntária da companhia, parcialmente compensados por gastos com rescisões e baixas contábeis na divisão Xbox — e pela valorização do investimento da Microsoft na OpenAI, que no mesmo trimestre do ano passado havia gerado perda contábil. Os investimentos da Microsoft em máquinas, obras e tecnologia (capex) somaram US$ 35,80 bilhões no trimestre, mais que o dobro do valor de um ano antes. A alta foi de 109,6% na comparação anual. Em moeda constante, que exclui o efeito da variação cambial, a receita da Microsoft cresceu 17% no trimestre. O número fica um ponto percentual abaixo dos 18% registrados pelo critério informado em dólares, o que indica que o câmbio ajudou o resultado em dólar no período. O destaque do trimestre foi nos serviços de nuvem. A receita de nuvem inteligente (Intelligent Cloud), segmento que reúne o Azure, somou US$ 39,31 bilhões no trimestre, alta de 31,6% em um ano. Já a área de gerenciamento de processos empresariais (BPM) chegou a US$ 37,85 bilhões, alta de 14,3%; enquanto a receita de computadores pessoais recuou 4,4%, para US$ 12,85 bilhões. O lucro por ação diluído foi de US$ 4,81 no trimestre, alta de 31,8%. Sem o efeito do investimento em OpenAI, o lucro por ação ajustado foi de US$ 4,74, alta de 22,8%. No ano fiscal completo, encerrado em 30 de junho, o lucro da Microsoft somou US$ 133,75 bilhões, alta de 31,3% sobre 2025. Sem o efeito dos investimentos em OpenAI, o lucro ajustado do ano foi de US$ 128,79 bilhões, alta de 22,1%. A receita líquida do ano chegou a US$ 331,84 bilhões, alta de 17,8%. O lucro por ação diluído foi de US$ 17,95 no ano, e o ajustado, de US$ 17,28. O que diz a Microsoft "Estamos avançando na curva de custo-benefício, garantindo que cada cliente consiga transformar o uso da tecnologia em resultados de negócio", afirmou Satya Nadella, presidente do conselho e diretor-presidente da Microsoft. Segundo o executivo, a receita do Azure ultrapassou US$ 100 bilhões no ano fiscal pela primeira vez, e o Microsoft 365 Copilot atingiu mais de 30 milhões de assinantes pagos — o que, segundo Nadella, reflete a confiança dos clientes na empresa para conduzir sua transformação em inteligência artificial. A Microsoft também informou que devolveu US$ 10,2 bilhões a acionistas em dividendos e recompra de ações no trimestre. As obrigações de performance comerciais remanescentes — contratos já firmados a serem reconhecidos como receita no futuro — cresceram 84% em um ano, para US$ 678 bilhões. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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