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Mineiro preso após matar ex-namorada brasileira nos EUA não aceitava fim

Mineiro preso após matar ex-namorada brasileira nos EUA não aceitava fim
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Mineiro preso após matar ex-namorada brasileira nos EUA não aceitava fim

Resumo Willian Rosa Do'Amaral, preso nos EUA após matar a namorada, também brasileira, não aceitava o fim do relacionamento entre os dois, contou a família da jovem. O que aconteceu A vítima foi identificada como Júlia Pereira Caldeira Lima, de 21 anos. Ela morreu na terça-feira após ser baleada pelo homem, de 26 anos, na Avenida Winkle, no condomínio Village Creek Apartments, na Flórida, onde morava. Os dois tinham se relacionado por dois meses após se conhecerem na comunidade local de brasileiros. Uma tia de Júlia relatou ao UOL que a sobrinha, no entanto, passou a perceber crises de ciúmes por parte do suspeito e uma pressão para que o relacionamento evoluísse — o que fez com que optasse pelo fim. "Ele não aceitou, começou a segui-la em todos os lugares que ela frequentava, com ameaças", contou a fonte. A mãe da jovem teria compartilhado com familiares que, antes disso, não desconfiava de atitudes suspeitas de Willian, que seria um "rapaz super educado, tranquilo e gentil". No dia do assassinato, o suspeito, que é de Engenheiro de Caldas (MG), teria ficado de tocaia na casa de Júlia. Ainda conforme a família, ele chegou na noite anterior no local e ficou até de manhã, quando encontrou a vítima saindo da residência. "Quando ela foi sair de casa, ela viu ele vindo em direção a ela com a arma na mão. Ela tentou correr, voltar para o apartamento e subiu as escadas", relata a tia. Minutos antes de ser morta, a brasileira ligou para a mãe. "Ainda ligou para a mãe dela pedindo socorro, aí foi quando ele deu tiros nela. Minha cunhada chegou a atender o telefone e ouviu 'mãe, socorro'. Ela tentou ligar de volta, mas não deu mais, ela já estava sem vida, morreu no local", diz a familiar. A jovem tinha dupla cidadania e havia nascido nos EUA. Filha de pais brasileiros, ela passou parte da vida na Bahia, mas há 11 anos estava em solo americano. Lá, ela se formou e trabalhava como assistente médica. Willian segue preso por homicídio doloso. "O Departamento de Polícia de Fort Myers expressa suas mais sinceras condolências à família e aos amigos afetados por este trágico incidente", informou a corporação em nota nas redes sociais. O UOL tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestação. Casos de violência contra a mulher Em caso de violência, denuncie Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008. As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos. Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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