Movimento 'Cockroach' na Índia cobra libertação de estudantes detidos

Movimento 'Cockroach' na Índia cobra libertação de estudantes detidos
Resumo Movimento estudantil conhecido como "Cockroach" (barata, em portuguès) ameaça retomar protestos na Índia e cobra a libertação de jovens detidos após atos contra vazamentos de provas, de acordo com o The Guardian. O que aconteceu Grupo que liderou manifestações nacionais diz que o governo de Narendra Modi voltou atrás da promessa de não punir estudantes. O Cockroach Janta Party (CJP) afirma ter recebido relatos de centenas de jovens detidos ou "assediados" pela polícia em diferentes estados. Casos policiais foram abertos contra estudantes em Delhi, Assam, Bengala Ocidental e Bihar, todos governados pelo partido de Modi. Segundo o CJP, ao menos 100 pessoas foram presas, muitas sob acusações duras e sem direito a fiança. O CJP diz que aceitou suspender os atos no sábado após a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. Na ocasião, ministros do Bharatiya Janata party (BJP) teriam assegurado ao grupo que não haveria retaliação contra manifestantes. Porta-voz do movimento afirmou que a retomada das ruas depende da libertação dos detidos. "Se o governo não cumprir o acordo e libertar todos os detidos ou presos, seremos obrigados a retomar o protesto", disse Ashutosh Ranka ao The Guardian. Liderança estudantil viajou a Bihar para pressionar autoridades a retirar acusações contra manifestantes. Neha Bora, chefe da All India Students Association, foi ao estado na segunda-feira para pedir o arquivamento de processos contra participantes dos atos. Como o protesto ganhou força Movimento juvenil cresceu nas redes sociais desde maio e reuniu centenas de milhares de pessoas em Nova Délhi e outras cidades. Segundo o The Guardian, a mobilização foi lançada por Abhijeet Dipke, de 30 anos, formado em relações públicas, e ganhou milhões de seguidores online. Os protestos pediam a saída de Pradhan e mudanças mais amplas no sistema de exames do país. A renúncia do ministro foi apontada como a primeira vez em que um integrante de alto escalão do governo Modi deixou o cargo por pressão popular. Em Nova Délhi, a tensão aumentou em 20 de julho, quando uma multidão tentou marchar até o Parlamento. A polícia usou gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar o grupo, o que levou a confrontos e a uma onda de detenções. Reação da Justiça e do Parlamento Chefe da Suprema Corte da Índia pediu investigação independente após uma petição sobre violência policial nos atos em Delhi. No documento citado pelo The Guardian, ele afirmou que o "direito ao protesto pacífico e legal é absolutamente garantido" pela Constituição indiana. O tema também chegou ao Parlamento, com pressão da oposição por respostas sobre a repressão policial. Ainda na segunda-feira, parlamentares oposicionistas cobraram explicações do governo sobre a atuação das forças de segurança na semana anterior. Governo promete mudanças no sistema de exames e quer endurecer punições para vazamentos de provas. Segundo o The Guardian, foi anunciado um painel para supervisionar uma reforma do modelo de avaliação e apresentada uma medida no Parlamento com penas mais duras para o vazamento de gabaritos e provas. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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