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Olavo deve dar o exemplo e investir o dinheiro disponível

Olavo deve dar o exemplo e investir o dinheiro disponível

O vereador do PSD na Câmara Municipal do Porto Moniz, Dinarte Nunes, afirmou que subscreve algumas das reivindicações dirigidas por Olavo Câmara ao Governo Regional, mas defendeu que o executivo municipal deve, antes de mais, dar o exemplo e utilizar os recursos financeiros de que dispõe para resolver problemas do concelho, nomeadamente na habitação. À margem da sessão solene comemorativa dos 191 anos do concelho, o social-democrata reagiu ao discurso do presidente da Câmara, lembrando que o pró

O vereador do PSD na Câmara Municipal do Porto Moniz, Dinarte Nunes, afirmou que subscreve algumas das reivindicações dirigidas por Olavo Câmara ao Governo Regional, mas defendeu que o executivo municipal deve, antes de mais, dar o exemplo e utilizar os recursos financeiros de que dispõe para resolver problemas do concelho, nomeadamente na habitação. À margem da sessão solene comemorativa dos 191 anos do concelho, o social-democrata reagiu ao discurso do presidente da Câmara, lembrando que o próprio Olavo Câmara destacou ter recebido uma autarquia “sem dívidas e com dinheiro para investir”. “Quando faz reparos ao Governo Regional, primeiro tem de dar o exemplo. Ele próprio disse que recebeu uma Câmara com dinheiro para investir. A pergunta que faço é: se tem dinheiro para investir, porque é que não o faz?”, questionou. Para Dinarte Nunes, a principal prioridade deveria passar pela habitação, considerando que o município pode assumir um papel mais ativo na construção de casas a custos acessíveis. “O que devia fazer era comprar terrenos e, através dos apoios existentes, como o programa Primeiro Direito, ser a própria Câmara o promotor das obras e disponibilizar habitação acessível para a população, sobretudo para quem trabalha”, defendeu. O vereador comentou igualmente a intenção do Município de avançar com a taxa turística em 2027, concordando com a posição de Olavo Câmara de que o actual modelo de distribuição das receitas prejudica o Porto Moniz. “Devemos avançar para a taxa turística, mesmo sendo injusta para o Porto Moniz”, afirmou. Na sua opinião, o critério de repartição não deve assentar exclusivamente no número de camas turísticas, mas também na dimensão territorial e na pressão turística que o concelho suporta. “O Porto Moniz é o terceiro maior concelho da Região e recebe milhares de visitantes. Não faz sentido que um único empreendimento turístico no Funchal tenha mais camas do que todo o concelho e isso determine a distribuição das receitas”, argumentou, defendendo um modelo que tenha em conta “a extensão do território e não apenas o número de camas”. Sobre a segurança na via expresso, outra das reivindicações apresentadas por Olavo Câmara, Dinarte Nunes disse acompanhar as preocupações da autarquia e considerou que já não há margem para novos adiamentos. “Subscrevo as preocupações da população do Porto Moniz. Sei que no passado existia um projecto para aquela zona, sobretudo junto ao túnel João Delgado, mas acabou por não avançar devido aos estudos de impacto ambiental e à queda do Governo. Acho que já está mais do que na altura de avançar com essa obra”, concluiu.

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