Petróleo cai abaixo de US$ 100 com proposta de cessar-fogo no Oriente Médio

Barril de petróleo cai abaixo de US$ 100 com proposta de cessar-fogo no Oriente Médio
Resumo O preço do petróleo interrompe a trajetória de cinco altas consecutivas e volta a ser negociado abaixo de US$ 100 nesta sexta-feira (24). A variação ocorre no momento em que os Estados Unidos apresentam uma proposta de cessar-fogo para encerrar a guerra contra o Irã. O que aconteceu Preço do barril de petróleo recua após cinco altas seguidas. A cotação dos contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para setembro recuava 2,9%, para US$ 97,74 por barril, por volta das 9h. A variação momentânea interrompe a sequência que fez o preço do petróleo saltar 14,3%. Ontem, o Brent fechou acima de US$ 100 após dois meses. O fechamento no maior patamar desde 20 de maio resultou da sequência de 12 dias seguidos de ataques no Oriente Médio. A ofensiva altera o fluxo de navios pelo Estreito de Hormuz, rota responsável pelo transporte de 20% da produção mundial de petróleo. Nova proposta de cessar-fogo foi apresentada pelos EUA. Ainda sem detalhes adicionais, a iniciativa pelo fim do conflito será mediada pelo primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi. A Casa Branca busca uma solução para o controle do Estreito de Hormuz, mas o Irã já teria rejeitado as condições iniciais da proposta, segundo o jornal The New York Times. Conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro. Nas últimas semanas, no entanto, os bombardeios foram retomados após o primeiro acordo de cessar-fogo. Os protocolos acordados entre os países previam o encerramento dos ataques e a liberação do trânsito pelo Estreito de Hormuz. Bolsas mundiais Mercados asiáticos fecham majoritariamente em queda. Os índices registraram quedas robustas na Coreia do Sul, China e Japão. O resultado surge no momento de pressão sobre as ações de tecnologia em meio aos temores pelos elevados investimentos em IA (Inteligência Artificial). Índice sul-coreano Kospi caiu 5,72% e liderou as perdas. A queda expressiva aos 6.690,62 pontos foi guiada pela baixa das ações da Samsung (-7,6%) e SK Hynix (-8,3%), empresas de semicondutores que respondem por mais da metade do peso do índice. No Japão, o Nikkei recuou 2,73%, aos 64.611,15 pontos, com queda de 7% do SoftBank Group, que tem amplos investimentos em IA. Mercados da China também fecharam a semana no vermelho. O índice Shanghai recuou 1,61%, aos 3.814,20 pontos, enquanto o SZSE Component, que reúne 500 ações negociadas na Bolsa de Valores de Shenzhen, caiu 2,47%, a 13.774,68 pontos. Já o China A50 e o DJ Shanghai recuaram 1,04% e 1,8%, respectivamente. Bolsas da Europa reagem após perdas na véspera. Por volta das 9h, a oscilação positiva é guiada pela alta de 0,35% do Euro Stoxx 600, composto pelas 600 principais empresas da Zona do Euro, que sobe aos 641,49 pontos. Os ganhos são observados também pelos índices de Frankfurt (+0,72%), Madrid (+0,88%), Milão (+0,62%), Paris (+0,31%) e Londres (+0,15%). Índices futuros de Bolsas americanas antecipam a abertura do pregão em Nova York, sinalizam reação. Perto das 9h (horário de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,35%, o S&P 500 avançava 0,15%, enquanto o Nasdaq futuro operava estável. Ontem, Wall Street teve desempenho negativo. As Bolsas americanas fecharam em baixa na quinta-feira, pressionadas por empresas de tecnologia. Divulgados na quarta-feira, os balanços de Alphabet e Tesla levantaram temores sobre o nível de gastos com inteligência artificial (IA) que se espalharam por outras companhias. O Dow Jones fechou em baixa de 0,97%, aos 51.711,65 pontos. O S&P 500 caiu 1,21%, aos 7.408,30 pontos. E o Nasdaq teve recuo de 2,15%, encerrando em 25.137,69 pontos. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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