Programa prepara startups para escalar IA com controle de custos e de LGPD

Programa prepara startups para escalar IA com controle de custos e se adequar à LGPD
Programa prepara startups para escalar IA com controle de custos e de LGPD Resumo O Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA/UFG), o Bradesco, por meio do Inovabra, e o Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Imersivas (AKCIT) criaram um programa para startups avaliarem custos, segurança e desempenho antes de ampliar o uso da inteligência artificial nas suas operações. O Programa de Residência em Inteligência Artificial selecionará até 30 startups para capacitação técnica, encontros sobre negócios e acompanhamento individual. As candidaturas, gratuitas, podem ser feitas até 2 de agosto. O resultado está previsto para 17 de agosto. O recorte de startups é mais exigente do que o termo early stage costuma sugerir. A empresa precisa ser B2B (negócios entre empresas), ter base tecnológica, produto validado e gerar receita recorrente. Pode estar no começo da operação e não precisa ter a inteligência artificial como atividade principal, mas a fase da ideia ficou fora. O programa aceita empresas que já pertencem ao Inovabra e candidatas de fora do ecossistema de inovação. O produto validado servirá de campo de teste para problemas que só aparecem no dia a dia da operação. "O acesso a modelos e a plataformas de inteligência artificial ampliou a capacidade de prototipagem, mas uma demonstração não prova que o serviço escala", afirma Paulo Emediato, head de Growth e Comunicação do Inovabra. A empresa ainda precisa decidir entre treinar um modelo próprio e usar uma interface de programação de aplicações. Precisa calcular o custo por uso, avaliar a qualidade das respostas, proteger as bases de clientes e controlar o que o sistema pode devolver ao usuário. Uma experiência, uma interface, um teste ou um protótipo não equivalem a um serviço capaz de escalar "dentro dos mesmos parâmetros", disse Emediato em entrevista à coluna. O risco aparece, por exemplo, quando uma startup envia sua base de clientes a uma plataforma sem conhecer as condições de armazenamento, processamento e reutilização daqueles dados. Heinz Rahming, head de Startups do CEIA/UFG, afirma que o centro encontra no mercado produtos que inventam respostas, as chamadas alucinações, apresentam baixo desempenho ou vazam informações quando faltam mecanismos adequados de segurança. Outro problema pode aparecer na conta da IA. Uma solução viável com poucos usuários pode ficar cara quando o volume de consultas cresce, principalmente se a empresa não souber medir o consumo dos modelos e da infraestrutura de nuvem. Um dos encontros será dedicado à decisão entre desenvolver um modelo proprietário e usar modelos disponíveis no mercado. As startups também trabalharão cálculo de custos, redução de vieses, privacidade, segurança e ética. Entre as atividades presenciais, cada empresa terá mentoria individual para aplicar o conteúdo ao próprio produto e discutir problemas encontrados durante a implementação. O Inovabra afirma que não haverá obrigação de adotar uma plataforma específica. Nvidia e Google participam com créditos e benefícios para as empresas selecionadas. O Inovabra reúne hoje cerca de 330 startups B2B de setores como varejo, saúde, serviços financeiros, seguros e educação. Foram 44 novas entradas no primeiro semestre de 2026. O CEIA/UFG reúne mais de mil pesquisadores e já atraiu cerca de R$ 500 milhões em investimentos privados. Em junho, Goiás anunciou mais R$ 78 milhões para o período de 2026 a 2031. Desse total, R$ 40 milhões financiarão um data center de inteligência artificial e um laboratório de veículos autônomos. Em 2024, o centro respondeu por R$ 71 milhões dos R$ 148 milhões em contratos de pesquisa e desenvolvimento firmados pela UFG. O CEIA atende mais de cem empresas, entre elas Google, Vivo, WEG, Natura, iFood, TV Globo e Itaú. O governo estadual afirma também que as tecnologias desenvolvidas pelo centro são usadas por cerca de 150 milhões de pessoas no Brasil e contribuíram para gerar ou induzir mais de cinco mil empregos. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
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