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Quanto custa o ingresso mais caro da história das Copas do Mundo; veja os valores

Quanto custa o ingresso mais caro da história das Copas do Mundo; veja os valores

(Foto: Fifa/Divulgação) A final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, tem política de preços dinâmicos da Fifa que elevou os valores dos ingressos

Ingressos para a final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, foram vendidos por até R$ 283 mil.Na plataforma oficial da Fifa, o bilhete mais caro custava US$ 57,5 mil, enquanto o mais barato era US$ 15 mil.Plataformas de revenda ofereciam entradas a partir de US$ 9,5 mil, ainda com preços inflacionados.A Fifa adotou preços dinâmicos para esta Copa, ajustando valores com base na demanda do mercado americano.O preço médio dos bilhetes para a decisão foi de US$ 9,3 mil, segundo site que monitora os valores.Em 2022, no Catar, os ingressos mais caros para a final custavam US$ 1.607, um aumento de 46% em relação a 2018. EAST RUTHERFORD — A final da Copa do Mundo mais cara de todos os tempos teve ingressos vendidos por US$ 57,5 mil (R$ 283 mil). Esse era o maior valor de um bilhete na plataforma oficial de ingressos para os torcedores que procuraram um assento para ver Espanha x Argentina neste domingo (19), no MetLife Stadium, às 16 horas, em East Rutherford. Até sábado, véspera do jogo, uma consulta no site oficial da Fifa mostrava ingressos de hospitalidade para o "Pitchside Lounge" por US$ 57,5 mil a unidade, enquanto o acesso a áreas de categoria inferior, como o "Trophy Lounge", estava disponível por US$ 34,5 mil (R$ 176 mil) Até o momento desta publicação, havia alguns poucos assentos disponíveis na plataforma da Fifa. O mais barato, bem distante do campo, custava US$ 15 mil (R$ 76 mil). Valores "acessíveis" em plataformas de revenda Há entradas com valores mais “acessíveis” em plataformas de revenda, todos, porém, com preços muito inflados em relação aos últimos Mundiais. Na StubHub, um dos sites de revenda mais conhecidos no mundo, o bilhete mais econômico custa US$ 9,5 mil (R$ 51 mil). O empresário argentino Agustín Gerez diz ter pagado US$ 11,5 mil (R$ 58 mil) por um ingresso da categoria 1, perto do gramado. “Foi o melhor investimento que já fiz. Valerá a pena. Será a última partida de Messi”, justifica, mencionando a despedida do astro argentino das Copas. Agustín era um dos milhares de argentinos no bandeiraço na Times Square no sábado, véspera da final. A confluência da com a Sétima Avenida virou palco de uma gigantesca festa dos torcedores da Argentina. A maioria ali não tinha ingresso. “Até achei ingressos, mas me ofereceram por US$ 8 mil. Não tenho esse dinheiro. É absurdo”, queixa-se o torcedor Júlio Martinez. Como a Fifa decide preços dos ingressos Os valores flutuam por causa da política de precificação dinâmica que a Fifa adotou para esta Copa. Foi uma maneira de se adaptar ao mercado americano. Segundo o site ticketdata, que monitora os valores dos ingressos de todas as partidas, US$ 9,3 mil (R$ 47 mil) é o preço médio dos bilhetes para a decisão entre Argentina e Espanha. Os EUA possuem um arcabouço regulatório flexível que permitiu à Fifa utilizar, pela primeira vez, preços dinâmicos na venda de ingressos. Esse modelo de precificação ajusta de modo automático, com algoritmos, os preços dos ingressos com base na demanda, uma prática comum em eventos esportivos e de entretenimento nos Estados Unidos. Embora possa permitir que alguns fãs comprem ingressos baratos de última hora, caso ainda haja lugares disponíveis, esse sistema geralmente significa ingressos mais caros. No Mundial de 2022, no Catar, os ingressos mais caros para a final custavam 5.850 riais catarianos, ou US$ 1.607, um aumento de 46% em relação aos US$ 1.100 cobrados para a mesma partida em 2018. Residentes do Catar puderam comprar ingressos por apenas 40 riais catarianos, ou US$ 11, para os jogos da fase de grupos.

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