Crime·

Rede comprou bebés por 580€ e vendeu por 10.000€ na Indonésia

Rede comprou bebés por 580€ e vendeu por 10.000€ na Indonésia

Dezanove pessoas foram condenadas na Indonésia por integrarem uma rede de tráfico de bebés que vendeu 34 recém-nascidos, sobretudo para famílias de Singapura. As penas variam entre três anos e quatro meses e sete anos de prisão, após o desmantelamento do esquema criminoso.

Dezanove pessoas - 18 mulheres e um homem - foram condenadas a penas entre os quatro meses e os sete anos de prisão por pertencerem a uma de tráfico de crianças, na Indonésia. O grupo vendeu 34 crianças por cerca de 10 mil dólares (8.700 euros) a famílias, sobretudo de Singapura. Eis o que se sabe sobre o caso. Os factos vieram a público há cerca de um ano, no início de julho de 2025, quando um casal alegou à polícia indonésia que o seu filho tinha sido raptado. No entanto, durante a investigação, as autoridades concluíram que os próprios pais tinham vendido o bebé à organização criminosa, mas não receberam qualquer pagamento, revelou o jornal local Kompas. A investigação levou à detenção dos 19 suspeitos, responsáveis por terem traficado 34 bebés, com idades entre os dois e os três meses, desde agosto de 2023. De acordo com a acusação, alguns pais venderam os bebés por quantias que variavam entre os 11 milhões e os 16 milhões de rupias indonésias (aproximadamente 580 a 845 euros). Depois, as crianças eram vendidas por valores que rondavam os 10 mil dólares (8.700 euros) a famílias de Singapura. A primeira condenada no caso foi Lie Siu Luan, uma mulher indonésia de 70 anos que geria uma agência de adoção em Bandung, ilha de Java. A líder orquestrava o recrutamento, o alojamento, os cuidados temporários e a falsificação de documentos necessários para enviar as crianças para o estrangeiro. No final, foi condenada a sete anos de prisão. O advogado de Lie Siu Luan, Sandy Sanjaya, revelou que a sua cliente aceitou a condenação e não irá recorrer da decisão do tribunal. "É provável que a pena tenha ficado abaixo dos 10 anos devido à idade avançada da minha cliente e ao seu estado de saúde frágil. Ela também demonstrou arrependimento", referiu. Lie Siu Lan iniciou a operação de tráfico para Singapura após um pedido, em 2022, de um residente da cidade Estado que desejava adotar uma criança sob pagamento de 17 mil dólares de Singapura (11.500 euros). Posteriormente, mais 18 mulheres e um homem foram condenados a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento na rede de tráfico de bebés. Três mulheres e o único arguido do sexo masculino receberam penas de seis anos de cadeia, enquanto as restantes 14 mulheres foram condenadas a três anos e quatro meses de prisão. Sebanyak 19 terdakwa telah divonis bersalah dalam kasus perdagangan bayi ke Singapura. — BBC News Indonesia (@BBCIndonesia) July 22, 2026 Sebanyak 34 bayi diduga diperdagangkan oleh sindikat ini, dengan harga S$18.000 (sekitar Rp248,4 juta) per bayi. Kini, muncul satu pertanyaan: bagaimana nasib bayi-bayi itu ke depannya? pic.twitter.com/rsyEYxIswL Para o tribunal indonésio, várias das mulheres condenadas desempenhavam funções semelhantes: recrutavam grávidas, cuidavam dos bebés e geriam a venda das crianças, sendo que algumas destas negociações eram combinadas com os pais ainda antes do nascimento. Outras falsificavam documentos ou participavam no transporte dos bebés da Indonésia para Singapura. "Declara-se provado que os arguidos procederam ao recrutamento, transporte, acolhimento e receção de pessoas, abusando da sua posição ou oferecendo benefícios, com o objetivo de exploração em território indonésio", declarou o juiz responsável, Gatot Ardian Agustriono. Na decisão, o juiz considerou provado que os arguidos violaram o artigo 455.o, n.o 1, do Código Penal da Indonésia, relativo ao crime de tráfico de pessoas. Até ao momento, nenhum dos pais foi processado, nem se sabe se estão a ser investigados pelas autoridades.

This is a summary. Read the full article at the original source.

Read full article at noticiasaominuto