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Reuniões com autoridades e audiências: relembre tentativas frustradas do governo Lula de evitar novo tarifaço

Reuniões com autoridades e audiências: relembre tentativas frustradas do governo Lula de evitar novo tarifaço

O governo dos Estados Unidos decidiu nesta quarta-feira aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros destinados ao país. A aplicação vem após diversas tentativas de negociação entre as gestões Lula e Donald Trump. As conversas, porém, não resultaram em um acordo até o momento. Efeito do tarifaço: Fatia dos EUA nas exportações brasileiras tomba a menor patamar histórico no 1o semestre As negociações entre os dois países acontecem desde junho, quando a medida foi sugerida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela política comercial do país. O órgão abriu uma investigação em julho de 2025 por determinação do presidente dos EUA, Donald Trump. A conclusão da investigação foi divulgada no início de junho, semanas após uma reunião de cerca de três horas entre Lula e Trump, em 7 de maio, na Casa Branca, em Washington. Na época, o presidente americano chegou a elogiar Lula e dizer que a reunião havia sido “muito boa”. Para frear nova taxação: Empresas pedem aos EUA retirada de tarifas enquanto governo Lula insiste em negociação política com Trump Desde então, o governo brasileiro quando se reuniu quatro vezes com Jamieson Greer, chefe do USTR. Os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Dario Durigan (Fazenda) participaram das reuniões. No início de junho, Durigan se disponibilizou para conversar com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sobre o assunto. No entanto, ele depois recuou, afirmando que poderia ligar para o secretário, mas que “não cabe ao Brasil o papel de vassalagem”. Em julho começou a audiência pública sobre a investigação do USTR. Nesse processo, o governo brasileiro contou com o apoio de representantes de entidades empresariais e da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos. Nas audiências, os depoimentos dos representantes de exportadores brasileiros focaram em um provável aumento de custos para a indústria americana com a decisão de Trump de sobretaxar as importações do Brasil. Do lado do Palácio do Planalto, Lula sustentou com auxiliares, em reunião na última sexta-feira, que as negociações deveriam ser mantidas até o último dia, apesar de o governo brasileiro já esperar que a decisão seja de adotar as novas tarifas. A possibilidade de optar pela reciprocidade contra o tarifaço ainda não é discutida no detalhe, pois, para o governo, a lista de produtos que sofrerão sanções ainda é imprevisível. Entre os principais pontos apontados pelos americanos está o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix. O relatório do USTR argumenta que o Banco Central do Brasil atuaria simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que criaria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Os EUA também criticam as tarifas impostas ao etanol americano no Brasil. O governo Lula, porém, sempre tratou o Pix como inegociável. Primeiro tarifaço O primeiro tarifaço do governo americano sobre produtos brasileiros entrou em vigor em 6 de agosto do ano passado. Na decisão inicial, Trump citou uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ameaças a plataformas americanas. Por que o Pix incomoda tanto os EUA: Big techs e gigantes de cartão perdem espaço com avanço do sistema brasileiro Na época, um dos argumentos sustentados por Trump para imposição de tarifas sobre outros países era o déficit comercial que os Estados Unidos enfrentam com o resto do mundo. A taxa foi de 50%. Desde então, representantes do governo brasileiro envolvidos nas negociações argumentam que, diferentemente do que ocorre com outros países, os Estados Unidos têm um superávit na balança comercial com o Brasil. Este foi o discurso sustentado pelo presidente Lula, pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, e pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que comandava as discussões na época. O argumento continua a ser usado pelo governo brasileiro, tendo sido citado na reunião de Lula com Trump em maio deste ano, mesmo com a percepção de que a aplicação das tarifas não tem fundamento econômico, e sim político.

Reuniões com autoridades e audiências: relembre tentativas frustradas do governo Lula de evitar novo tarifaço Estados Unidos decidiram aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 00:05 EUA Impõem Tarifas de 25% a Produtos Brasileiros após Negociações Mal-Sucedidas O governo dos EUA decidiu aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após negociações malsucedidas entre os presidentes Lula e Trump. As conversas começaram em junho e envolveram várias reuniões e audiências públicas. O Brasil busca evitar a taxação, alegando custos adicionais para a indústria americana e defendendo o sistema de pagamentos Pix, criticado pelos EUA. A decisão é vista como mais política do que econômica. O governo dos Estados Unidos decidiu nesta quarta-feira aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros destinados ao país. A aplicação vem após diversas tentativas de negociação entre as gestões Lula e Donald Trump. As conversas, porém, não resultaram em um acordo até o momento. As negociações entre os dois países acontecem desde junho, quando a medida foi sugerida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela política comercial do país. O órgão abriu uma investigação em julho de 2025 por determinação do presidente dos EUA, Donald Trump. A conclusão da investigação foi divulgada no início de junho, semanas após uma reunião de cerca de três horas entre Lula e Trump, em 7 de maio, na Casa Branca, em Washington. Na época, o presidente americano chegou a elogiar Lula e dizer que a reunião havia sido “muito boa”. Desde então, o governo brasileiro quando se reuniu quatro vezes com Jamieson Greer, chefe do USTR. Os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Dario Durigan (Fazenda) participaram das reuniões. No início de junho, Durigan se disponibilizou para conversar com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sobre o assunto. No entanto, ele depois recuou, afirmando que poderia ligar para o secretário, mas que “não cabe ao Brasil o papel de vassalagem”. Em julho começou a audiência pública sobre a investigação do USTR. Nesse processo, o governo brasileiro contou com o apoio de representantes de entidades empresariais e da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos. Nas audiências, os depoimentos dos representantes de exportadores brasileiros focaram em um provável aumento de custos para a indústria americana com a decisão de Trump de sobretaxar as importações do Brasil. Do lado do Palácio do Planalto, Lula sustentou com auxiliares, em reunião na última sexta-feira, que as negociações deveriam ser mantidas até o último dia, apesar de o governo brasileiro já esperar que a decisão seja de adotar as novas tarifas. A possibilidade de optar pela reciprocidade contra o tarifaço ainda não é discutida no detalhe, pois, para o governo, a lista de produtos que sofrerão sanções ainda é imprevisível. Entre os principais pontos apontados pelos americanos está o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix. O relatório do USTR argumenta que o Banco Central do Brasil atuaria simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que criaria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Os EUA também criticam as tarifas impostas ao etanol americano no Brasil. O governo Lula, porém, sempre tratou o Pix como inegociável. Primeiro tarifaço O primeiro tarifaço do governo americano sobre produtos brasileiros entrou em vigor em 6 de agosto do ano passado. Na decisão inicial, Trump citou uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ameaças a plataformas americanas. Na época, um dos argumentos sustentados por Trump para imposição de tarifas sobre outros países era o déficit comercial que os Estados Unidos enfrentam com o resto do mundo. A taxa foi de 50%. Desde então, representantes do governo brasileiro envolvidos nas negociações argumentam que, diferentemente do que ocorre com outros países, os Estados Unidos têm um superávit na balança comercial com o Brasil. Este foi o discurso sustentado pelo presidente Lula, pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, e pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que comandava as discussões na época. O argumento continua a ser usado pelo governo brasileiro, tendo sido citado na reunião de Lula com Trump em maio deste ano, mesmo com a percepção de que a aplicação das tarifas não tem fundamento econômico, e sim político.

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