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Rui Costa atacado: "Se o presidente mostra desespero ao primeiro jogo..."

Rui Costa atacado: "Se o presidente mostra desespero ao primeiro jogo..."

João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, analisou a derrota das águias em casa do St. Gallen e criticou a mensagem que foi passada para dentro do balneário dos encarnados.

A surpreendente derrota do Benfica na visita de quinta-feira ao St. Gallen, na primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa, continua a dar que falar. Depois de Luís Filipe Vieira, este domingo foi a vez de outro antigo dirigente das águias abordar o tema. Através de uma mensagem publicada através da rede social Linkedin, João Gabriel, antigo diretor de comunicação dos encarnados, criticou aquele que foi o comportamento de Rui Costa na partida que teve lugar na Suíça, sobretudo pela forma como o líder das águias deixou a bancada. "Ainda o jogo com o St. Gallen. A liderança também se mede pela capacidade de controlar as emoções nos momentos de maior pressão. Porque, no futebol como em qualquer organização, a confiança contagia. Mas a insegurança também", começou por escrever João Gabriel. "Um líder comunica permanentemente, mesmo quando não diz uma única palavra e a imagem de Rui Costa no final do primeiro jogo com o St. Gallen, levando as mãos à cabeça, transmitiu uma mensagem profundamente errada. Se o presidente demonstra desespero ao primeiro jogo oficial da temporada, que mensagem recebe o balneário? Que confiança sentem os jogadores? Que tranquilidade transmite à equipa técnica? E que conclusão retiram os sócios, que procuram precisamente no presidente a serenidade que muitas vezes lhes falta?", prosseguiu ainda o antigo dirigente do Benfica. "Os líderes existem para reduzir a ansiedade, não para a amplificar. Existem para ser o ponto de estabilidade quando tudo parece incerto, não para exteriorizar as dúvidas que inevitavelmente todos sentem. Um presidente pode estar preocupado. Pode até ter dúvidas. Mas há uma diferença essencial entre sentir essas dúvidas e comunicá-las, ainda que involuntariamente", atirou João Gabriel "Foi o primeiro jogo oficial da época ainda com muitos jogadores ausentes. Quando se acredita no projeto e na forma como se preparou a época não há razões para levar as mãos à cabeça. A não ser que o líder já não acredite!", finalizou o antigo dirigente encarnado. Luís Filipe Vieira já tinha criticado Rui Costa Numa entrevista à estação de rádio Antena 1, Luís Filipe Vieira não poupou nas críticas tecidas a Rui Costa, apontando o dedo à gestão do atual presidente das águias. "Eu não quero dizer nada. Acho que sou um dos muitos desiludidos, mas quero estar em silêncio, neste momento. Quando tiver de falar... Se isto continuar assim, logicamente, irei falar, mas, até lá, vamos estar sossegados, que é para ter serenidade. Dividido já o Benfica está muito, então com resultados destes, com exibições destas, e com contratações que vamos vendo, ainda mais ficamos furiosos, mais combalidos ficamos. É muita porrada junta", atirou o antigo presidente do Benfica. "Deixou de haver essa exigência, parece que está tudo acomodado, tanto faz ganhar como perder, está tudo bem. Para o ano ganhamos. Agora, das coisas que me custa ouvir no Benfica é 'Para o ano é que ganhamos'. Parece que a massa associativa já se acomodou, também. O grau de exigência que havia no Benfica deixou de existir, mas isso é tanto na equipa como nos sócios do Benfica. Não é a exigência que era. Eu lembro-me que, quando perdia um jogo, era terrível, aquilo. O que tínhamos de ouvir, a pressão que nos faziam... Hoje, não. Hoje, as pessoas habituaram-se, já", rematou.

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