Rússia prepara mobilização de soldados "bastante substancial"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou hoje ter recebido "informações claras" dos seus serviços de informações indicando que a Rússia, enfrentando dificuldades na linha da frente, está a preparar para o outono uma nova mobilização de soldados "bastante substancial". "Temos informações claras dos serviços de informações indicando que a Rússia está a preparar uma nova onda de mobilização, bastante substancial, para o outono", disse Zelensky no seu discurso diário. "Atualmente, os rus
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou hoje ter recebido "informações claras" dos seus serviços de informações indicando que a Rússia, enfrentando dificuldades na linha da frente, está a preparar para o outono uma nova mobilização de soldados "bastante substancial". "Temos informações claras dos serviços de informações indicando que a Rússia está a preparar uma nova onda de mobilização, bastante substancial, para o outono", disse Zelensky no seu discurso diário. "Atualmente, os russos estão a perder mais soldados na linha da frente do que a recrutar, mas [Vladimir] Putin ainda pretende aumentar o número de ataques e expandir esta guerra. Precisa de ainda mais russos para participar nos ataques", acrescentou. O líder ucraniano apelou depois à defesa "a todos os níveis" contra esta ameaça: na linha da frente, continuando os ataques profundos na Rússia, e diplomaticamente, dialogando com "todos aqueles" que desejam "aproximar-se da paz". Nos últimos meses, Kiev conseguiu abrandar significativamente o avanço das tropas russas e intensificou os ataques a instalações industriais na Rússia e contra a logística militar do invasor. No final de setembro de 2022, enquanto combatia as bem-sucedidas contra-ofensivas ucranianas, o exército russo já tinha lançado uma onda de mobilização que trouxe aproximadamente 300.000 reservistas e estabilizou a frente de batalha. Centenas de milhares de russos abandonaram o país na altura para evitar a mobilização. Após esta onda de mobilização obrigatória, as autoridades russas, num esforço para apaziguar a população e evitar o descontentamento, recrutaram dezenas de milhares de soldados voluntariamente, prometendo-lhes salários exorbitantes e benefícios sociais. Na linha da frente, o exército russo, que sofreu pesadas baixas, ainda não conseguiu, quase quatro anos e meio após a invasão em grande escala da Ucrânia, conquistar por completo a região leste de Donetsk, o seu principal objetivo.
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