Ruy de Carvalho escreve: “Em breve estaremos todos juntos a cantar”. “Não é justo, meu querido Luís Represas”.

Numa publicação na sua página oficial na rede Instagram, Ruy de Carvalho escreve: “Não é justo, meu querido Luís. Estiveste...
Ruy de Carvalho escreve: “Em breve estaremos todos juntos a cantar”. “Não é justo, meu querido Luís Represas”. Numa publicação na sua página oficial na rede Instagram, Ruy de Carvalho escreve: “Não é justo, meu querido Luís. Estiveste sempre a meu lado e não pude despedir-me de ti com a mesma Amizade e Carinho com que sempre me trataste”. PUBLICIDADE O ator de 99 anos sublinha que “Portugal deve muito” ao cantor e conclui: “Em breve estaremos todos juntos a cantar”. PUBLICIDADE PUBLICIDADE António Manuel Ribeiro e os UHF, Ana Bacalhau, Fafá de Belém, Mafalda Veiga, Quatro e Meia, Quinta do Bill e Tito Paris contam-se entre músicos e bandas que também reagiram à morte de “um homem e músico especial”, à semelhança de instituições como a Sociedade Portuguesa de Autores, o Centro Nacional de Cultura e o Centro Cultural de Belém. O músico António Manuel Ribeiro, líder dos UHF, escreveu nas redes sociais “partiu um dos nossos”, recordando que partilhou espectáculos com Luís Represas e os Trovante, “quando tudo era precário, a começar pelo palco, mas onde nada falhava porque queríamos fazer e ser”. “De tudo aquilo que o Luís gravou com os Trovante e a solo, destacarei sempre a canção ‘Timor’, porque representa o poder pacífico que a canção pode trazer, e traz, para ajudar a resolver uma tragédia. Um alerta, pela Paz”, afirma António Manuel Ribeiro. A cantora Ana Bacalhau confessa admiração pela voz de Luís Represas, “não só pela beleza do timbre, mas pela forma como comunicava o sentido daquilo que cantava”. E acrescenta: “Era um artista que não tinha medo de defender as suas ideias e por isso o admirava também. [...] Ficamos com a sua arte. Que a saibamos preservar, escutar e passar às gerações vindouras, porque a riqueza que nos deixou é incalculável.” Mafalda Veiga lembra o início da sua carreira, na década de 1980, quando Luís Represas a convidou para cantar com ele. “Tinha acabado de gravar o primeiro disco, estava só a começar, e ele foi de uma generosidade enorme”, escreve Mafalda Veiga, nas redes sociais, concluindo: “Continuarás por aqui na tua música eterna e nas memórias extraordinárias que nos deixas”. A cantora brasileira Fafá de Belém recorda “um grande compositor, um grande cantor, uma das grandes personalidades portuguesas [...]. A sua voz levou poesia onde havia silêncio e fez da música um lugar de encontro, de afeto e de verdade”. O fadista Ricardo Ribeiro publicou no Instagram a canção “Perdidamente”, que cantou com Luís Represas, e o músico cabo-verdiano Tito Paris, que partilhou palco com o cantor, afirma que “a música lusófona fica hoje infinitamente mais pobre” sem a voz, a generosidade nem o seu talento único. “A tua música e a tua alma continuam vivas em todos nós”, conclui Tito Paris. Os Quatro e Meia lembram “um homem e músico especial” que tiveram “o privilégio enorme de poder conhecer e partilhar o palco”. “Deu-nos mais do que algum dia poderíamos retribuir”, afirmam, assegurante que a sua arte o “tornou imortal”. Os Quinta do Bill, que também atuaram com Luís Represas, dizem que Luís Represas deixa “um importante legado, como autor e como intérprete, com canções que percorreram o tempo e marcaram gerações”. A editora discográfica Universal Music garante, em comunicado, que “foi um privilégio trabalhar com um artista único, que deixa um legado intemporal”, enquanto a Sociedade Portuguesa de Autores fala da perda de “uma das vozes mais importantes da música portuguesa”. O Centro Cultural de Belém recorda as muitas vezes em que Luís Represas pisou os seus palcos, nomeadamente em 2006, quando aí atuou com o cubano Pablo Milanés. O Coliseu dos Recreios fala da honra de ter recebido o músico e de ter partilhado com o público “momentos que ficarão para sempre na memória”. E o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, entre outras salas do país, reconhece “o músico que deu alma a poemas eternos como ‘Perdidamente’, que cantou a liberdade em ‘Timor’ e que nos embalou com temas imortais como ‘Feiticeira'”. O Centro Nacional de Cultura (CNC), no seu ‘site’, destaca “o momento fundamental dos Trovante”, na música portuguesa, “em que há um reencontro com a tradição trovadoresca da nossa cultura”. “Numa notável carreira a solo, Luís Represas integrou-se numa tendência que se projetou internacionalmente no diálogo das lusofonias”, prossegue o CNC, lembrando que a canção “Timor”, com o seu refrão “Ai, Timor”, “é um momento fundamental da afirmação de uma cidadania empenhada no combate solidário pelos direitos fundamentais e pela afirmação da independência de um povo”. O professor da Universidade Nova Francisco Pereira Coutinho, especialista em Direito Internacional, na rede social X, põe exatamente em destaque o apoio à luta do povo timorense: “Timor parecia um caso perdido. Os realistas recomendavam resignação e os céticos declaravam inútil o Direito Internacional. Luís Represas não se calou. Hoje, a sua voz recorda-nos que há causas, como as da Ucrânia e da Palestina, que só se perdem quando deixamos de as defender”. O ator Ruy de Carvalho reagiu à morte do músico Luís Represas, que ocorreu hoje, em Lisboa, afirmando que “não é justo”, por o cantor ter estado sempre a seu lado e não ter tido hipótese de se despedir. Numa publicação na sua página oficial na rede Instagram, Ruy de Carvalho escreve: “Não é justo, meu querido Luís. Estiveste sempre a meu lado e não pude despedir-me de ti com a mesma Amizade e Carinho com que sempre me trataste”. O ator de 99 anos sublinha que “Portugal deve muito” ao cantor e conclui: “Em breve estaremos todos juntos a cantar”. António Manuel Ribeiro e os UHF, Ana Bacalhau, Fafá de Belém, Mafalda Veiga, Quatro e Meia, Quinta do Bill e Tito Paris contam-se entre músicos e bandas que também reagiram à morte de “um homem e músico especial”, à semelhança de instituições como a Sociedade Portuguesa de Autores, o Centro Nacional de Cultura e o Centro Cultural de Belém. O músico António Manuel Ribeiro, líder dos UHF, escreveu nas redes sociais “partiu um dos nossos”, recordando que partilhou espectáculos com Luís Represas e os Trovante, “quando tudo era precário, a começar pelo palco, mas onde nada falhava porque queríamos fazer e ser”. “De tudo aquilo que o Luís gravou com os Trovante e a solo, destacarei sempre a canção ‘Timor’, porque representa o poder pacífico que a canção pode trazer, e traz, para ajudar a resolver uma tragédia. Um alerta, pela Paz”, afirma António Manuel Ribeiro. A cantora Ana Bacalhau confessa admiração pela voz de Luís Represas, “não só pela beleza do timbre, mas pela forma como comunicava o sentido daquilo que cantava”. E acrescenta: “Era um artista que não tinha medo de defender as suas ideias e por isso o admirava também. [...] Ficamos com a sua arte. Que a saibamos preservar, escutar e passar às gerações vindouras, porque a riqueza que nos deixou é incalculável.” Mafalda Veiga lembra o início da sua carreira, na década de 1980, quando Luís Represas a convidou para cantar com ele. “Tinha acabado de gravar o primeiro disco, estava só a começar, e ele foi de uma generosidade enorme”, escreve Mafalda Veiga, nas redes sociais, concluindo: “Continuarás por aqui na tua música eterna e nas memórias extraordinárias que nos deixas”. A cantora brasileira Fafá de Belém recorda “um grande compositor, um grande cantor, uma das grandes personalidades portuguesas [...]. A sua voz levou poesia onde havia silêncio e fez da música um lugar de encontro, de afeto e de verdade”. O fadista Ricardo Ribeiro publicou no Instagram a canção “Perdidamente”, que cantou com Luís Represas, e o músico cabo-verdiano Tito Paris, que partilhou palco com o cantor, afirma que “a música lusófona fica hoje infinitamente mais pobre” sem a voz, a generosidade nem o seu talento único. “A tua música e a tua alma continuam vivas em todos nós”, conclui Tito Paris. Os Quatro e Meia lembram “um homem e músico especial” que tiveram “o privilégio enorme de poder conhecer e partilhar o palco”. “Deu-nos mais do que algum dia poderíamos retribuir”, afirmam, assegurante que a sua arte o “tornou imortal”. Os Quinta do Bill, que também atuaram com Luís Represas, dizem que Luís Represas deixa “um importante legado, como autor e como intérprete, com canções que percorreram o tempo e marcaram gerações”. A editora discográfica Universal Music garante, em comunicado, que “foi um privilégio trabalhar com um artista único, que deixa um legado intemporal”, enquanto a Sociedade Portuguesa de Autores fala da perda de “uma das vozes mais importantes da música portuguesa”. O Centro Cultural de Belém recorda as muitas vezes em que Luís Represas pisou os seus palcos, nomeadamente em 2006, quando aí atuou com o cubano Pablo Milanés. O Coliseu dos Recreios fala da honra de ter recebido o músico e de ter partilhado com o público “momentos que ficarão para sempre na memória”. E o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, entre outras salas do país, reconhece “o músico que deu alma a poemas eternos como ‘Perdidamente’, que cantou a liberdade em ‘Timor’ e que nos embalou com temas imortais como ‘Feiticeira'”. O Centro Nacional de Cultura (CNC), no seu ‘site’, destaca “o momento fundamental dos Trovante”, na música portuguesa, “em que há um reencontro com a tradição trovadoresca da nossa cultura”. “Numa notável carreira a solo, Luís Represas integrou-se numa tendência que se projetou internacionalmente no diálogo das lusofonias”, prossegue o CNC, lembrando que a canção “Timor”, com o seu refrão “Ai, Timor”, “é um momento fundamental da afirmação de uma cidadania empenhada no combate solidário pelos direitos fundamentais e pela afirmação da independência de um povo”. O professor da Universidade Nova Francisco Pereira Coutinho, especialista em Direito Internacional, na rede social X, põe exatamente em destaque o apoio à luta do povo timorense: “Timor parecia um caso perdido. Os realistas recomendavam resignação e os céticos declaravam inútil o Direito Internacional. Luís Represas não se calou. Hoje, a sua voz recorda-nos que há causas, como as da Ucrânia e da Palestina, que só se perdem quando deixamos de as defender”. PUBLICIDADE PUBLICIDADE
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