Suspeito de matar empresário em Loulé encontrado morto em cela da prisão

O suspeito de matar o empresário Ricardo Claro em Loulé, no Algarve, foi encontrado morto esta manhã, deitado na cama, na cela da prisão de Faro, que dividia com um outro recluso. A PJ investiga.
O suspeito do homicídio do empresário Ricardo Claro em Loulé, no Algarve, no passado mês de março, foi encontrado morto, na manhã desta sexta-feira, 24 de julho, no Estabelecimento Prisional de Faro, onde se encontrava em prisão preventiva. A informação foi confirmada ao Notícias ao Minuto pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP). De acordo com a DGRSP o homem, de 39 anos, foi encontrado já "sem vida", durante a "abertura matinal das celas" da cadeia de Faro, pelos elementos da vigilância do estabelecimento prisional. O suspeito encontrava-se "deitado na sua cama, na cela que partilhava com outro companheiro", sem marcas de violência. "Conforme o protocolado foi acionado o INEM e ativada a Policia Judiciária (PJ), tendo também sido feitas as comunicações aos tribunais", adiantaram os serviços prisionais. O corpo do alegado homicida será agora "encaminhado para autópsia que determinará a causa da morte". Internamente e, "conforme o regulamentado", como notou a DGRSP, "terá lugar processo de inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência". O caso Rogério estava em prisão preventiva desde que foi detido, em março, por suspeitas de envolvimento no rapto do empresário Ricardo Claro, entretanto encontrado morto num descampado em Loulé. A vítima, de 50 anos, era diretor financeiro do restaurante de luxo Well, em Vale de Lobo e tinha deixado de ser vista a 13 de março, após jantar com a mãe, em Faro. A investigação acredita que Ricardo Claro terá sido atraído para uma emboscada e foi violentamente espancado até à morte. Os suspeitos conseguiram aceder ao cofre do restaurante, assaltar a casa da vítima e efetuar vários movimentos bancários nas contas do gestor e do estabelecimento. Depois, abandonaram o corpo. Os restos mortais de Ricardo Claro só foram encontrados mais de duas semanas depois pela PJ. Tinha os pulsos e os tornozelos amarrados com fita adesiva e marcas de extrema violência. A investigação identificou três suspeitos, todos de nacionalidade brasileira mas Rogério foi o único a ser, pelo menos para já, detido. Tudo indica que os outros dois conseguiram fugir para o Brasil, antes de serem apanhados. As autoridades acreditam que foi Rogério que atraiu Ricardo Claro para a emboscada, mas não foi quem o matou. Leia Também: Homem morre baleado em Camarate. Desconhecem-se as circunstâncias
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