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TSE dá 48 horas para Lula explicar uso de canais oficiais do governo nas redes sociais

TSE dá 48 horas para Lula explicar uso de canais oficiais do governo nas redes sociais

Nunes Marques concedeu prazo de 48 horas para Lula explicar o uso de canais oficiais do governo nas redes sociais

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, concedeu prazo de 48 horas para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Federação Brasil da Esperança e o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, prestem esclarecimentos sobre o uso de canais oficiais do governo federal para divulgar programas e ações da administração nas redes sociais. A decisão foi tomada no âmbito de uma ação ajuizada pelo Partido Liberal (PL), que questiona cerca de mil publicações realizadas pelos perfis do chamado “Canal Gov” nas plataformas Instagram e X. Entre os conteúdos citados na ação estão postagens sobre programas como Gás para Todos, pagamentos do Pé-de-Meia, investimentos na agricultura familiar e eventos com a participação do presidente da República. Segundo o PL, parte das publicações permaneceu disponível durante o período em que a legislação eleitoral restringe a publicidade institucional de órgãos públicos. O partido sustenta que a utilização dos canais oficiais pode favorecer a imagem do presidente Lula e pede à Justiça Eleitoral a suspensão das páginas durante o período eleitoral ou, alternativamente, a proibição de novas publicações. Ao analisar o pedido, Nunes Marques destacou que a Lei das Eleições estabelece, como regra, a vedação da publicidade institucional nos três meses que antecedem o pleito, ressalvadas as exceções previstas na própria legislação. Em avaliação preliminar, o ministro afirmou que parte do material indicado pode apresentar características de divulgação institucional de programas e realizações do governo federal. Antes de decidir sobre eventual suspensão dos perfis, o presidente do TSE determinou que as plataformas Facebook e X preservem integralmente o conteúdo apontado na ação para subsidiar a análise do processo. O ministro ressaltou que o elevado volume de publicações exige uma avaliação detalhada e que o pedido de esclarecimentos não representa, neste momento, conclusão sobre a existência de irregularidades.

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