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Zelensky afirma que Rússia pediu mais 30.000 soldados à Coreia do Norte

Zelensky afirma que Rússia pediu mais 30.000 soldados à Coreia do Norte

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no sábado que a Rússia pediu à Coreia do Norte 30.000 soldados e lançadores adicionais de mísseis balísticos para a ajudar a combater a Ucrânia.

"A Rússia deseja receber 30.000 soldados suplementares da Coreia do Norte. Desde junho decorrem preparativos na região de Voronej, na Rússia, para os acolher", escreveu Zelensky na rede social X, mencionando uma região russa que faz fronteira com a Ucrânia. O chefe de Estado ucraniano acrescentou que o país asiático prepara-se para transferir à Rússia "lançadores adicionais de mísseis balísticos", sublinhando as implicações de tal envio para a comunidade internacional. "Não se trata apenas de uma ameaça para a Ucrânia. A Rússia está a ajudar a Coreia do Norte a aprender a fazer a guerra, a melhorar as suas armas e a adquirir verdadeira experiência de combate na sua utilização. Tudo isto constitui uma ameaça para todas as pessoas na Ásia que se encontram ao alcance dos mísseis norte-coreanos", advertiu Zelensky. Russia wants to receive another 30,000 troops from North Korea. Since June, preparations have been underway in Russia’s Voronezh region to receive them. North Korea is also preparing to transfer additional launchers for ballistic missiles to Russia. — Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 25, 2026 This is a threat not only to... As declarações surgem poucos dias após a visita a Moscovo da ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son Hui. Na ocasião, a agência oficial norte-coreana KCNA escreveu que "a parte norte-coreana expressou o seu apoio inabalável ao conjunto das políticas internas e externas da Federação da Rússia, visando eliminar a causa profunda do conflito ucraniano e defender a sua soberania nacional, integridade territorial e justiça internacional". A Coreia do Norte e a Rússia reforçaram rapidamente a cooperação desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Pyongyang enviou milhares de soldados para a região russa de Kursk, a fim de ajudar a repelir uma contra-ofensiva ucraniana em 2024 e 2025, além de fornecer armas e munições a Moscovo. As autoridades sul-coreanas estimam que cerca de 2.000 soldados norte-coreanos foram mortos nos campos de batalha, tendo apenas sido capturados dois soldados vivos pelas forças ucranianas. Em contrapartida, segundo especialistas, a Coreia do Norte recebe da Rússia apoio financeiro, tecnologias militares, bem como alimentos e recursos energéticos, permitindo a Pyongyang contornar pesadas sanções internacionais. Em 2024, os dois países assinaram um tratado militar que obriga cada Estado a fornecer assistência militar "sem demora" em caso de ataque contra o outro. Zelensky disse no sábado que a Rússia sofreu neste ano mais de 225 mil baixas militares, um número superior aos 221 mil mobilizados para combater na guerra na Ucrânia. "Em menos de sete meses deste ano, 221 mil pessoas alistaram-se nas forças armadas russas, enquanto as baixas no mesmo período atingiram quase 225.500, das quais 131 mil foram mortas e quase 93 mil feridas", escreveu Zelensky nas redes sociais.

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